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#honestlyfit: episódio um

Se há coisa à qual me posso agarrar com força de vontade é à atividade física. Desde que me lembro, gosto de me desafiar. Não sou nenhuma atleta de alta competição, mas gosto de me sentir com energia física, mental e emocional e a prática desportiva abre portas a todas essas oportunidades. Eis o começo da minha jornada #honestlyfit.

Há cerca de um mês que comecei a fazer uma dieta conhecida em inglês por If It Fits Your macros (IFYM), a dieta flexível. A pergunta que se segue é óbvia. Dieta, porquê dieta? Sinceramente não devia ser esta a palavra a usar. Para mim dieta significa privação de algum macronutriente essencial como os hidratos de carbono, e por mais que já tenha experimentado diferentes abordagens para perder peso, ficar em forma, queimar aquela gordurinha extra, ter de cortar em alimentos é um sacrifício que não vale a pena o resultado. A perda de peso é sim rápida mas, a longo-prazo, insustentável.

A dieta flexível chegou através da Mariana Passos – @marianasteps no Instagram. Já tinha reparado na transformação física dos últimos meses, mas como acompanho o dia a dia dela, era mais do que natural estar cada vez mais atlética devido à intensidade dos treinos e corridas que encaixa na sua vida. Até que revelou num post que por detrás daquele desporto todo está também a forma como se alimenta – a dieta flexível. E foi isto que motivou a procurar refinar a minha alimentação, adaptá-la à minha rotina, aos meus treinos, aos meus objectivos. De me sentir uma super mulher 24h por dia. Como foco, persistência isto vai lá.

Hoje posso dizer que obviamente que não estou nem vou ser miúda Victoria Secret, mas noto que tenho muito mais resistência nos meus treinos e isto leva-me ao princípio da história. Se há coisa à qual me posso agarrar com força de vontade é a atividade física. Aliada a uma alimentação variada, completa, consciente sei que estou no caminho certo para remar e surfar mais determinada em dezembro (a propósito, estou quase de regresso a casa para o Natal).

Aposto que paira uma curiosidade sobre a dieta flexível no ar. Deixo o tema para o próximo episódio de #honestlyfit, a ideia é que sigam o meu percurso aqui e no Instagram e que se motivem também a seguir uma vida honestamente saudável. Vamos a isso?

#honestlyfit é o meu compromisso de viver uma vida longa, saudável, ligada à alimentação consciente, ao exercício físico, ao surf e ao yoga, elementos do meu dia-a-dia que me fazem viver feliz.

Treinar com a Sally Fitzgibbons

Aos poucos a vida por Basileia vai-se encaixando, ainda que continue a repetir na alma a falta do mar. O lado bom é que aprendemos a viver com o que temos e, com força de vontade e foco no melhor lado da vida, tudo volta a fluir.

Quando aqui cheguei, uma das minhas preocupações foi a manutenção física. Como vou fazer para manter a agilidade e a energia certa para voltar sempre a surfar sem dificuldade? Eu sabia que treinos como do SurfBuilder iam ser impossíveis de conseguir. Por isso, o primeiro passo era encontrar um ginásio e criar uma rotina de presenças. Vou sempre que posso ao final do dia, depois do trabalho, e já que o tempo chega para tudo, nada melhor do que descomprimir com treinos recorrentes. Sentia, no entanto, pouco efeito. Eu tentei reproduzir vários exercícios que fazia no SurfBuilder mas confesso que não me recordo de tudo.

Num desses scrolls infinitos no Instagram vi que a Sally Fitzgibbons, a surfista pro do circuitos internacionais, tinha uma app dedicada ao fitness. E não é um fitness qualquer; é inspirado nos treinos que a Sally faz para se preparar para as competições de surf. Mesmo o que precisava!

Não fui a modos. Instalei a @All Australian Beach Body (AABB) e descobri a minha nova PT de surf. Estou a adorar cada gota de suor que deixo no tapete. São cerca de 35m de treinos intensivos, para se fazer duas a três vezes por semana pelo menos desenhados para quem quer sentir-se com vigor. Sempre disse que não sou de dietas loucas ou de ir ao ginásio à procura de um corpo perfeito. Quero continuar a construir a minha melhor versão, e ser saudável significa ter espirito de atleta. Saltar à corda, trabalhar bem as costas e o core são algumas das maravilhas que a app nos guia, aliás, que a Sally nos guia. E que mais diz a surfista sobre a AABB?

Encontra um estilo de treino que gostes

Já percebi que sou fã de treinos intensivos mas curtos. Por isso, mais do que encontrar tempo, precisamos de encontrar algo que nos motive e faça voltar. Treinar deve ser divertido, não um sacrifício. Palavra de Sally.

Treina consistentemente

Para resultados excelentes, não há grande segredo há que treinar com consistência. Tentar treinar pelo menos 3 vezes por semana para garantir o aumento da nossa energia e força física. Sally aconselha definir um objectivo e tê-lo em mente nas sessões de treinos. A determinação é um excelente motivador para combater dias de desânimo.

Mantém contacto com a natureza

A natureza é muito importante para a Sally, é o que a mantém com os pés no chão. Sempre que pode, treina na rua, faz circuito no parque ou praia. E nem sempre precisa de ser de alta intensidade, caminhadas na praia para ajudar a relaxar.

Arco-íris no prato

Sally confessa que gosta de manter a alimentação simples, com foco nas frutas, vegetais e proteínas de qualidade. Devemos questionar-nos sobre aquilo que ingerimos para garantir que o nosso corpo funcione na sua melhor capacidade.

Ler os rótulos

Sempre que possível lê os rótulos e evita consumir alimentos cujos ingredientes não sejam pronunciáveis. Uma alimentação à base de alimentos naturais é essencial para ajudar a manter vitalidade et voilá, corpo de atleta.

 

Surf Style Training: treinar como um surfista

Como é que me vou aguentar na remada? O mar está grande. Será que tenho força de pernas, core e costas para vencer a corrente? Ajuda ao corpo saber surfar em qualquer tipo de mar. Aliás, continua a ser o treino mais eficaz. Mas há dias em que não posso ir surfar e estar parada faz-me perder ritmo. Por sorte descubro pessoas como a Elise Carver, criadora do programa de treino Surf Style Training, para me manter em forma.

A Elise é uma miúda ligada ao desporto. Começou por fazer ginástica em criança e aos 12 decidiu apostar na escalada, o que a ajudou a construir os exercícios necessários para desenvolver core, braços e costas. Quando se mudou para a Surf Coast, na Austrália, apercebeu-se – sim, também começou a surfar – que o surf exige muita capacidade física e por essa razão, fazia sentido criar um programa de treino inspirado no surf para melhorar a qualidade de vida.

Mas como podemos treinar com a Elise? Se forem como eu que não ando num ginásio, basta subscrever no site Surf Style Training, arranjar um tapete (pesos ou garrafas de água de 1,5L e colocar na mente, os 5 fundamentos que a Elise trabalha nos seus treinos, Core, Flexibilidade, Equilíbrio, Resistência e Agilidade.

Elise explica que não nos quer fazer saltar à corda vezes sem conta. Quer antes estabelecer um treino sustentado à nossa capacidade. É focado no core através do yoga, exercícios de equilíbrio e pliométricos, com exercícios de correção postural, alongamentos e ainda recuperação.

Vamos ao treino? Já sabem, estamos na meta dos #100diasverão.

O que me motiva, inspira e move

O despertador toca, todos os dias, às 05:45 da manhã. É o primeiro toque, o segundo avança 10 minutos depois. Lanço-me em flecha para fora da cama não vá o esqueleto preferir ficar na ronha. “Ai que horror, dá p’ra ficar boazona sem esse drama?”, ficou pendurada a mensagem no whatsapp na noite anterior. Em pensamento respondo: dá, claro que sim. Mas não é isso que me motiva, inspira e move.

Há privilégios que os devemos ter e viver sem questionar. Ouvir a madrugada. Sentir o nascer do dia. Vejo o sol tímido a espreitar por detrás das colinas da margem sul lá ao fundo. Sei que dali a dez minutos, um casal de idosos vai passar por mim e atirar-me com um bom dia contagiante. É já ritual e a única companhia. Estão a fazer a sua caminhada. E o que os motiva, pergunto-me. Imagino a história daquele casal. A vida já vai curta, são muitos anos nos ossos. Se ficarem a dormir, entregam-se à rotina, ao cair da tristeza. Ao caminharem ainda na fraca luz da manhã que começa a aparecer, talvez se sintam menos velhos, menos acabados. Mais preparados para o que o dia trouxer.

Não precisamos de frases de motivação, de mensagens de motivação. Apenas precisamos de viver com as melhores escolhas. Saber que o dia é maior do que a noite. Que o caminho que percorremos é fruto desta nossa escolha. Ficar a dormir ou viver o dia.

Mas esta vontade tem de vir de algum lado. Podia escrever sobre as energias, o pensamento positivo, outras tantas filosofias que têm a sua quota parte de razão. Mas o que me motiva é sentir-me mais preparada para o dia. Se eu sou capaz de acordar antes do sol nascer, vestir-me, sair no escuro para correr sozinha no meu trilho, no meu caminho, sou capaz de fazer qualquer coisa no meu dia. É esse o espírito que carrego em cada pisada. Nada me pára. Nada me impede.

Já viram a campanha da Under Armour com o Michael Phelps? Deixa a seguinte mensagem:

It’s what you do in the dark, that puts you in the light

É isto. É o que tu fazes por ti quando mais ninguém vê; o que fazes por ti, apenas por ti, quando não tens ninguém ali que define quem és no teu dia. Dai ter-vos lançado o desafio #100diasverão. É por ti, para ti. Apenas meia hora do teu dia para te sentires mais preparado para a vida.

Amanhã às 05:45?