Categoria: nutrição

#honestlyfit: como é difícil manter ritmo e equilíbrio

#honestlyfit: como é difícil manter o ritmo e equilíbrio

Acho que como qualquer um de nós, faço promessas. Quando estou a precisar de mudar ou quando estou feliz e motivada, mas por me sentir assim, essas promessas tornam-se difíceis de se manter. E lá se vai o ritmo e equilíbrio de viver a vida de forma saudável.

Trabalho num escritório, sentada, todos os dias de segunda à sexta, umas 8h30. Por preguiça, às vezes não levo almoço e depois tenho sempre comida nos restaurantes ao meu redor… E na área em que trabalho, de volta em meia lá vem um pacote de chocolates ou o bolo de aniversário de alguém, que aqui confesso, não consigo resistir. A cereja em cima do bolo, é a motivação constante para ir treinar. Vai que já é tarde, faz frio, calor, tenho de ir às compras, vou procrastinar ali e um bocado a ver se me decido. Não vou. Não ponho lá os pés e isto arrasta-se um dia, dois dias, uma semana… Não estou sozinha pois não?

Leio muito e tento manter-me rodeada de pessoas positivas que me ajudem a manter dentro dos eixos. Só que não é suficiente. Por que é cíclico. Estou 100% dedicada, fico 100& desmotivada. E lá vou andando nesta espiral. Ao contrário do que vou lendo, vendo e ouvindo eu acho que isto faz mesmo parte, e como tal, há que aceitar como qualquer outra coisa na vida. A nossa personalidade, vivências e rotinas mexem connosco sempre, alimentar-me bem e viver um estilo de vida saudável com tantos estímulos externos negativos é natural. Acredito que o melhor é levar isto com certa tranquilidade e ir acertando o ritmo com equilíbrio.

Ainda assim, fica aqui uma lista de coisas que faço para regressar sempre a esta jornada de viver #honestlyfit, ou seja, num bom ritmo e equilíbrio:

  1. Estabelecer um objectivo: em setembro comprometo-me a treinar 5 dias por semana. Isto faz com que eu tenha de alcançar 20 dias de treino num mês, serei capaz? SIM!
  2. Pensamento positivo: às tantas este devia ter vindo em primeiro. Se for positiva em relação a tudo, mesmo depois de deslizes, facilmente me motivo a regressar ao meu bom ritmo com este pensamento. Uma das coisas que mais me ajuda a centrar uma mente serena é a meditação, logo pela manhã, antes de qualquer frenesim.
  3. Comprar apenas alimentos frescos: encher o frigorífico de alimentos frescos e nutritivos é um bom truque para não cair na tentação de comer o que não devo. E na verdade, só ajuda se de facto não tiver em casa chocolates, batata fritas, entre tantas outras coisas.
  4. Variar o tipo de treinos: seja de pesos, HIIT, caminhar, correr, yoga, o que puder ou me apetecer fazer. Não importa o que faço desde que o faça. Ser saudável é sinónimo de uma boa variedade de treinos, estímulos físicos e mentais.
  5. Caminhar para todo o lado: isto é tão fácil de fazer e não pede grande motivação. É só andar, e quanto mais andar melhor para a saúde. Como ando a treinar com mais peso, caminhar ajuda a relaxar os músculos após os treinos.

Alguém desse lado que se sinta como eu? Partilha aqui nos comentários ou no Instagram.

#honestlyfit: episódio um

Se há coisa à qual me posso agarrar com força de vontade é à atividade física. Desde que me lembro, gosto de me desafiar. Não sou nenhuma atleta de alta competição, mas gosto de me sentir com energia física, mental e emocional e a prática desportiva abre portas a todas essas oportunidades. Eis o começo da minha jornada #honestlyfit.

Há cerca de um mês que comecei a fazer uma dieta conhecida em inglês por If It Fits Your macros (IFYM), a dieta flexível. A pergunta que se segue é óbvia. Dieta, porquê dieta? Sinceramente não devia ser esta a palavra a usar. Para mim dieta significa privação de algum macronutriente essencial como os hidratos de carbono, e por mais que já tenha experimentado diferentes abordagens para perder peso, ficar em forma, queimar aquela gordurinha extra, ter de cortar em alimentos é um sacrifício que não vale a pena o resultado. A perda de peso é sim rápida mas, a longo-prazo, insustentável.

A dieta flexível chegou através da Mariana Passos – @marianasteps no Instagram. Já tinha reparado na transformação física dos últimos meses, mas como acompanho o dia a dia dela, era mais do que natural estar cada vez mais atlética devido à intensidade dos treinos e corridas que encaixa na sua vida. Até que revelou num post que por detrás daquele desporto todo está também a forma como se alimenta – a dieta flexível. E foi isto que motivou a procurar refinar a minha alimentação, adaptá-la à minha rotina, aos meus treinos, aos meus objectivos. De me sentir uma super mulher 24h por dia. Como foco, persistência isto vai lá.

Hoje posso dizer que obviamente que não estou nem vou ser miúda Victoria Secret, mas noto que tenho muito mais resistência nos meus treinos e isto leva-me ao princípio da história. Se há coisa à qual me posso agarrar com força de vontade é a atividade física. Aliada a uma alimentação variada, completa, consciente sei que estou no caminho certo para remar e surfar mais determinada em dezembro (a propósito, estou quase de regresso a casa para o Natal).

Aposto que paira uma curiosidade sobre a dieta flexível no ar. Deixo o tema para o próximo episódio de #honestlyfit, a ideia é que sigam o meu percurso aqui e no Instagram e que se motivem também a seguir uma vida honestamente saudável. Vamos a isso?

#honestlyfit é o meu compromisso de viver uma vida longa, saudável, ligada à alimentação consciente, ao exercício físico, ao surf e ao yoga, elementos do meu dia-a-dia que me fazem viver feliz.

Leite de ouro | Golden Milk para noites frias

Noites frias pedem uma caneca quente antes de dormir. De chá? Nem sempre. Podemos variar e começar a experimentar o que a medicina aiurveda nos ensina há tanto tempo: leite com curcuma, o leite de ouro.

O leite de ouro, um oásis de sabor, é o meu mais recente vício antes de dormir. A noite pede conforto e o corpo pede nutrientes que nos façam sentir bem. Embora seja uma novidade para mim, o leite de ouro é mais uma das tendências saudáveis atuais com origem nas tradições milenares.

Além do surf e do yoga como elementos essenciais à minha felicidade, rejo-me por uma dieta equilibrada. Significa que procuro bons ingredientes para o meu bem-estar o que me leva à constante descoberta de novos sabores (e habituação aos mesmos). Isto de me alimentar convenientemente sempre foi tema delicado, entre não querer verduras e grande parte de frutas, quanto mais a temperos provenientes da Índia. Mas quando fiz esta transição consciente para uma vida mais equilibrada e feliz, despertei os cinco sentidos.

O leite de ouro

É aqui que entra a curcuma (e no leite também). Os benefícios da curcuma são mais do que muitos. Tem propriedades anti-inflamatórias, antisséticas e antibacterianas, ou seja, ajuda na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias crónicas, fortalece o sistema imunitário, ajuda a baixar os níveis de colesterol, um super alimento para acrescentarmos às nossas refeições.

Depois, o leite quente, dourado, repleto de especiarias como a canela, o gengibre, e ainda, uma colher de mel, fazem desta bebida um uma explosão de bons sabores. A minha receita adaptada – aposto que a medicina aiurveda prepara de forma diferente – uso o leite de origem vegetal. Gosto particularmente da combinação da curcuma com o leite de amêndoa.

Tendo em conta os benefícios da curcuma em junção com as restantes especiarias, acredito que seja um excelente complemento para os dias de frio que se avizinham. Para quem como eu faz surf nestas temperaturas, é um aliado de força para nos manter quentes e resistentes. Fica a sugestão: levar no copo térmico leite de ouro para beber depois do surf. O vício do açaí fica para o verão.

Açaí e porque está na moda entre surfistas

Taça de açaí e surf. Provavelmente das melhores combinações que a natureza poderia oferecer. Chega a ser impossível de resistir.

Estou viciada. Devoro açaí depois do surf. É que uma taça de açaí é para lá de deliciosa e equivale a uma boa dose de refeição, não há como resistir. Mas o que é isto do açaí e que moda é esta entre os surfistas?

O açaí é o fruto da palmeira açaizeiro, planta nativa da região amazónica. Pelo que li, a lenda conta a história de uma jovem índia que guiou a sua tribo até à árvore mágica, cujo fruto os alimentou naquela época de fome que passavam. O açaí ficou com o nome desta índia, mas dito ao contrário. Lenda ou não, o facto é que o açaí prova ser muito energético e nutritivo, o que o coloca como superalimento.

O açaí é um dos maiores antioxidantes que podemos encontrar nos alimentos.
Neutraliza os radicais livres no corpo e ajuda na renovação celular.
Fonte muito rica de fibras e proteínas, com baixo teor de açúcar é uma escolha saudável após a prática de atividades físicas.

Enquanto surfista, a meu ver, a taça de açaí é tudo de bom que o meu corpo pode desejar depois de intensas remadas no mar. Está repleto de antioxidantes, proteínas, fibras e uma série de vitaminas, com baixo teor de açúcar, sendo um complemento saudável para quem pratica atividades físicas com regularidade e quer recuperar a energia. Além disso, o sabor entre a chocolate negro e mirtilos, a frescura do açaí (vem sob forma de gelado), e os pedaços de fruta natural combinam maravilhosamente com o cenário de praia e boa vida. A prova de como o surf e o açaí andam de mãos dadas está em todo lado. Nic von Rupp, ainda este verão, lançou a marca E aí, vai um açai? na Praia Grande, por não encontrar um ponto de venda perto de casa e precisar de alimentar este bom vício.

Contudo, por ser tudo de bom, não quer dizer que se deva comer todos os dias. Infelizmente todos estes benefícios estão presentes na polpa da fruta e não nas composições que a maioria dos sítios faz com a adição de xarope de guaraná e granolas industriais açucaradas. Como tudo na vida, comer açaí também pede moderação.

Para quem quiser experimentar uma versão mais saudável, partilho aqui a minha receita de açaí (depois de algumas experiências esta foi a que correu melhor).

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Como nutrir a vida de uma surfista (e não só)

Há um momento que separa a minha vida; aquele em que após uma consulta com a médica de família sou chamada a atenção de que o meu colesterol é excessivo para o estilo de vida que levava, e caso não alterasse os meus hábitos alimentares, teria de passar a tomar medicação para ajudar a controlar o colesterol. Se há coisa que sempre tentei evitar foram os medicamentos químicos, aos quais o corpo cria forte dependência. Esse momento trouxe-me o agora.

A alternativa, segundo a minha médica, seria passar a ingerir mais verduras, fosse nas sopas, cozidas ou cruas. Na altura, lembro-me de começar a gostar do excelente aspeto das comidas “no estado natural” que a Felt By Heart colocava no Instagram. Deixei-me levar por essa inspiração. Volvidos três anos, deixei de entrar na pastelaria para pedir um croissant com chocolate para substituir por passeios à hora de almoço aos supermercados biológicos, e de, no momento presente, fazer as escolhas certas. Alimentos que me nutrem de dentro para fora.

Verdade seja dita, sempre protestei que comida verde era para as vacas no pasto. Hoje, estes mesmos verdes, são 90% dos meus pratos.

Resultado: tenho mais energia, um colesterol baixinho, uma vitalidade que não pensava atingir aos 32 anos. Além disso, tenho novos vícios alimentares onde não entram batatas fritas, molhos ou gorduras saturadas. Eis o que não dispenso para me nutrir enquanto surfista, yogi e mais do que no desporto, no meu dia-a-dia.

Salmão. Seu gordo, és a minha perdição. Quem me conhece sabe que tenho uma paixão gastronómica ardente por salmão grelhado. Devemos e podemos consumir salmão a qualquer hora do dia oferecendo assim ao corpo inúmeras proteínas, Vitamina B e Omega-3. Dos inúmeros lados bons do salmão, saliento a importância deste alimento para nutrir o cabelo – quem vive exposto ao sol e ao mar deve consumir este peixe gordinho já que o ajuda a manter-se forte. Consumo de forma ponderada.

Frutos secos. Pouco me falta para ser roedora. Nozes, avelãs, cajus. Gosto de tudo. Os frutos secos têm uma quantidade espectacular de vitaminas e minerais como vitamina B1, B5, B9, B2, ácido nicotínico, vitamina E, B6, ferro, zinco, magnésio, fósforo, selénio e cobre. Só coisas boas. Trago sempre uma caixinha com alguns frutos secos. Comer de forma moderada é o truque.

Espinafres. Fiz alergia em criança; nunca mais comi. Era a desculpa. Tem espinafres? Pois, não posso comer, sou alérgica. Até ao dia que pus os espinafres num dos batidos inspirados pela Joana. Contêm ferro e magnésio, dois minerais essenciais para o nosso corpo. Ficam bem salteadas ou as folhas baby misturada nas saladas, na sopa, nos batidos.

Ovos. Ando sempre com um ovo cozido atrás, além de ajudar com a proteína na questão muscular, é vital para dar energia e tirar ataques de fome. Opto, sempre que possível, pelos ovos biológicos mas já sabemos que os custos de uma vida mais saudável são elevados.

Chocolate (ou como quem diz, cacau). Continua a ser o amor da minha vida, o chocolate. Culpo as minhas origens helvéticas que desde cedo me mostraram um caminho sem retorno. Mas hoje consigo trocar o chocolate de leite por um quadrado de cacau; o sabor amargo é uma questão de hábito tal como beber café sem açúcar. Contribui para a redução da pressão sanguínea e beneficia o coração, além de me ajudar com os estudos à noite.

Uma dieta com equilíbrio e um truque para cozinhar os meus alimentos. Sou presente quando preparo os pratos: penso no valor que acrescento à minha vida por fazer as escolhas certas e agradeço cada nutriente que me alimenta. No fim, rego tudo com amor para o tempero ficar no ponto.

Quais são os teus bons vícios? Partilha comigo nos comentários ou no Facebook.

Ikigai Granola: quando o propósito da vida é um vício

Tens algum vício? Eu tenho vários, entre chocolates, abacates, corrida, surf e outras tantas coisas, acrescento recentemente à lista a granola. Sou louca por granola. Por sorte, no meio destes vícios todos, tenho uma amiga com um talento incrível para a gastronomia, a Catarina Xavier. Não é cozinha. É mesmo gastronomia, ter aquele je ne sais quois para despertar o teu interesse por sabores que nunca provaste.

Um dia, numa dessas manhãs de praia, a Catarina levou-nos granola para a praia. Não foi apenas a granola, foi um pote de iogurte com tudo de bom e divinal, mais a granola crocante e super saborosa a acompanhar. Creio que no meio daquele manjar ficou a ideia devias vender granola já que as de supermercado estão cheias de açúcar e aditivos nada nutritivos. Tanto que ficou que nasceu um propósito, a Ikigai Granola.

Ikigai é uma palavra japonesa que descobrimos numa das edições especiais da Kinfolk sobre a cultura nipónica. Por lá, procuram desde sempre, o propósito da vida. E tu, sabes o teu? Perguntámo-nos isto em diversas ocasiões e dou por mim a perceber que a Catarina já sabe o dela. A paixão pelos alimentos fê-la criar a Ikigai Granola, uma marca feita com amor e cheia de coisas positivas – coco, caju e outras maravilhas – para ti, para todos nós que queremos viver de uma forma feliz, que têm prazer em se sentar à mesa e desfrutar de um pequeno-almoço saudável, equilibrado e apetitoso.

Sendo eu uma gulosa, não resisto. Já encomendei várias vezes e confesso, o saco deve ter buraco porque desaparecem num instante. A Catarina seleciona criteriosamente a matéria-prima, depois mete as mãos nos ingredientes sem adicionar o açúcar ou o sal refinado, e mistura outros para dar origem à melhor granola de sempre. Tem para já granola simples; de frutos secos e ainda, de coco e caju.

Podemos encomendar a nossa Ikigai Granola no Facebook. Acompanhem a página. Depois digam-me qual é o vosso novo vício.

PS: Além da granola, a Catarina faz também uma gulodice, as bolas energéticas com manteiga de amendoim. E mais não digo.

Das coisas boas da vida: beber água

Água. Em miúda pouco ou nada bebia. Na adolescência, idem aspas. Preferia sempre sumos, chás, refrigerantes. É que água não tinha sabor. Continua a não ter.

E sentia-me bem na altura. Tinha o corpo viciado no açúcar e por isso não conseguia beber água, acho que as minhas células não percebiam que a água é que era (e é) vital para funcionarem bem. Depois, por preguiça e achar que o corpo se mantinha impecável sem me mexer muito, deixei de praticar desporto. Foi naquela fase da universidade em que o cérebro levita mais do que pensa. Claro que as consequências se notam até hoje. A dita celulite não desaparece. Nem vai a lado algum. Podia dar-me folga às vezes, com determinado biquíni, dava mesmo jeito… Mas não. Veio para ficar. E fica por que é marca de vida. Daquilo a que sujeitei o corpo.

Até que houve um dia eureka. Fui uma consulta quântica onde fui seriamente aconselhada a beber água e não qualquer água, mas sim uma que fosse alcalina como a de Monchique. Hoje não dispenso uma garrafa de litro e meio de água; dispenso antes os ditos sumos (não naturais, estupidamente açucarados) e refrigerantes.

E o que a água tem feito por mim (e pode fazer por ti também)?

#sistema imunitário

Beber água faz com que os rins funcionem bem, limpando as toxinas às quais estivemos expostas ao longo do dia. O resultado: o nosso corpo funciona melhor porque evita a sobrecarga de toxinas que nos adoecem ou nos deixam sem energia.

#metabolismo

Com a falta de água prejudicamos o metabolismo já que a maioria das funções do corpo depende da água para funcionar como suposto. Além disso, sem água, deixamos de transportar convenientemente as vitaminas e os minerais.

#performance muscular

Cerca de 80% da massa muscular é composta por água, por isso é tão importante bebê-la para te ajudar a desenvolver o músculo. Depois, a hidratação correta aumenta o volume de sangue a circular, ou seja, maximiza-te a entrega de nutrientes para te recuperar os músculos. Só coisas boas.

Verdade seja dita, a água faz muito mais do que isto. Apenas sublinhei três aspetos onde noto muita diferença. Tenho mais músculo (não fico um dia sem praticar desporto), consigo perder peso com mais facilidade, e nunca tive a pele tão bonita, isenta de toxinas. Quanto à celulite, faz de mim especial: sou perfeita na imperfeição. ≈