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5 pilares de Dorian Paskowitz para uma vida cheia de saúde e surf

Quando ganhamos admiração por alguém e ficamos com o vazio de nunca poder conhecer, conviver com essa mesma pessoa, é o que sinto, depois de aprender um pouco sobre a vida de Dorian ‘Doc Paskowitz no documentário Surfwise. Um surfista, médico judeu, que abandonou as convicções de uma vida estandardizada para criar uma família de 9 filhos numa velha carinha e muito surf. O meu objetivo não é convencer ninguém a fazer o mesmo, quero antes passar as mensagens vitais de Dorian, o homem que levou o surf até Israel e colocou a saúde em sintonia com o mar.

Para Doc, o surf estava intimamente ligado à saúde, ao viver bem, com longevidade. No livro “Surfing and Health” fala sobre cinco pilares que fazem isso acontecer: dieta, exercício, descanso, lazer, e atitudes da mente. Admirei-o pela franqueza com a qual interpretou a vida, a humildade de não querer ser uma ovelha no rebanho, e destreza de perceber que numa vida ligada ao mar facilmente se atingem os cinco pilares, logo a longevidade. Doc faleceu a 14 de novembro de 2014 com 93 anos, apesar de todas as mazelas que o envelhecimento traz, acreditava que a “saúde é a presença de um estado de bem-estar superior, um vigor, uma vitalidade, uma energia (garra) para a qual tens de trabalhar todos os dias da tua vida,” (tens trabalhado para isso?).

#Dieta

A alimentação importa a todos, não apenas a atletas de alta competição. Esta palavra significa que sabemos fazer escolhas conscientes para o nosso corpo e sentir a plena energia proveniente dos ingredientes naturais. Neste sentido, um pouco extremista talvez, Doc dizia que não queria fazer nada que fosse diferente do comportamento dos nossos primatas. Se comem maçã sem casca, nós também vamos tirar a casca.

#Exercício

Nunca na vida seremos completamente saudáveis se mantivermos o exercício físico longe da vista, longe dos músculos. Doc levava os filhos a surfar todos os dias. Caminhar igualmente todos os dias 10km, correr, praticar alguma atividade que nos dê prazer faz com tenhamos força de vontade, coragem, audácia e consequentemente, mais saúde. Para Doc, o surf é o desporto que devolve a vida ao corpo. Eu, subscrevo, atentamente.

#Descanso

Dormir é tão importante quanto beber água. Desligar o motor e entrar em descanso profundo para recuperar as células do nosso dia desgastante (isto porque quase ninguém larga a vida que tem para andar de caravana à procura da melhor onda, se sim, dá-me coragem para o fazer). Dormir 8 horas por dia. Dormir bem. Todos os dias.

#Lazer

O que é a vida sem prazer, sem nunca fazermos aquilo de que gostamos? Ler, escrever, praticar yoga, jantar com amigos, passar bons momentos seja no que for. Vivenciar uma experiência que nos dê prazer deixa-nos mais felizes, relaxados, menos propensos a pensamentos negativos e isso traz saúde, vitalidade. E cereja no topo do bolo, incluir gargalhadas vindas da alma.

#Atitudes da mente

A sabedoria vem da intenção, da experiência e de encontrar coragem. E tudo isto permite uma vida mais positiva, resiliente. Doc viveu até aos 93 anos com problemas de saúde crónicos – asma e artrite – ainda assim, o surf susteve-o durante todos os seus dias. Ali encontrou no pensamento positivo e forte, a forma de contornar os problemas, chutando para canto o que não interessava.

Quem me acompanha desde o início do Mar de Sal, sabe que tenho vindo a trabalhar esta transformação em mim – a de me tornar mais saudável. Procuro continuamente inspirar-me em indivíduos únicos como Dorian Paskowitz; procuro acordar todos os dias grata pela oportunidade do dia, de enxotar os pensamentos negativos, de recusar açúcar e outros alimentos não naturais, de encontrar um desporto (na ausência do meu surf) que me deixe feliz, cheia de vitalidade, de descobrir sempre a melhor forma de viver eternamente aqui e agora.

E tu alinhas a fazer o mesmo?

Health is a presence of a superior state of wellbeing, a vigor, a vitality, a pizzazz you have to work for every single day of your life.

Sem sol ficamos SAD

Com o fim do verão, ficamos SAD. Eu pelo menos fico. o Transtorno Afetivo Sazonal ou o Seasonal Affective Disorder (SAD) pode justificar a forma como nos sentimos nos próximos meses.

O sol anda a ficar mais tímido, as manhãs já despertam frescas. Aos poucos despeço-me do verão que, felizmente, nos últimos dias, teima em estender-se. Entro na minha fase de introspeção, de recolhimento, tal como uma tartaruga. Dou por mim mais melancólica, sem energia, com uma preguiça monstruosa a imobilizar o meu corpo. Por saber que a ausência de sol nos afecta e muito tentei saber mais sobre este assunto e na verdade, a falta de sol chega mesmo a provocar um transtorno psicológico, o Seasonal Affective Disorder (SAD).

Eu fico SAD, de facto. Apesar de ter nascido nos Alpes e o frio ser-me indiferente, detesto os dias curtos e cinzentos. Abomino a ausência de sol. Entre os sintomas do transtorno SAD está a falta de energia, a fadiga, o aumento de apetite e de peso, a dificuldade de concentração e a vontade de estar sozinho. Provavelmente reconhecemos alguns dos sintomas sem nos apercebermos que podemos estar diante de um transtorno, algo que esteja a afetar o nosso bem-estar.

Portanto, nos meses que se avizinham, temos de nos adaptar para que a ausência de sol em abundância não nos afete por demais. Ainda que eu deixe algumas sugestões, este tema é para ser levado com seriedade, portanto falar com algum profissional de saúde será sempre o mais indicado.

#Manter a dieta equilibrada para nivelar a nossa energia. Aproveitar os alimentos do outono, como a abóbora, as tangerinas, as romãs, as castanhas e tantos outros tesouros que nascem da terra para manter o nosso bem-estar ao seu melhor nível.

#A vitamina D é produzida no nosso corpo por meio da exposição ao sol, ou seja, nos dias cinzentos e nublados, torna-se difícil manter a quantidade necessária que o corpo pede. Apesar de ser encontrada em alguns alimentos como salmão ou ovos, pode ser necessário tomar um suplemento alimentar, se o médico assim o consentir. 

#Praticar atividades físicas na rua ainda que chova, faça frio ou não nos apeteça. Há que contrariar o espírito pesado. Já se sabe que mexer o corpo deixa-nos mais felizes (a ciência já provou isso), portanto sem desculpas. Há que fazer subir os níveis de endorfina. 

#Tirar partido da vida social no outono e no inverno, ou seja, vamos manter o ritmo do verão nisto da convivência, da partilha, das gargalhadas conjuntas. Estar entre amigos combate a falta de sol. 

Se nada disto resultar, a solução pode ser viajar para sul ou em situações extremas, mudar de país (mas calma, isto além de ser provisório até temos um inverno com bastante sol).

Pilares para uma vida saudável

Transformar o corpo de dentro para fora. Este é o primeiro passo para se querer viver de forma saudável. Abdicar de vícios, de ingredientes físicos e espirituais que nos prejudiquem. Ter a coragem de cortar com o que não interessa, assim de forma abrupta tal e qual como se arranca de uma só vez, um penso rápido. Vai doer, prometo, mas compensa.

Temos de nos recordar continuamente que somos dotados de livre-arbítrio, temos poder de escolha. Vivemos a vida que queremos, sempre assente nas nossas escolhas e suas consequências. Para mim, mudar de vida, significou agarrar-me às boas escolhas, interpretar o que me rodeava para saber o que era necessário alterar. Dia após dia. E deixar-nos apaixonar por essas mudanças que vamos fazendo e sentindo. No entanto, sou da opinião que temos de ter pilares para dar inicio a uma nova jornada na nossa vida. Para viver neste status social de ser saudável, tive de interiorizar os meus pilares, que agora aqui partilho para vos orientar.

Prepara o caminho para o sucesso

Para conquistar um estilo de vida saudável o primeiro passo é abrir caminho ao nosso sucesso nesta mudança. Sugiro, em primeiro, uma limpeza a todos os alimentos que não sejam saudáveis: batatas fritas, bolachas, cereais e barras de cereais, sumos e refrigerantes, chocolates, doces, entre outros. Tudo fora do nosso alcance. Depois, há que substituir por verduras, legumes, frutas frescas, leguminosas, aveia, chia, só coisas boas. Mesmo.

Segue-se a introdução à atividade física. Obrigatória. Há que criar um espaço em casa para fazer exercício, investir em equipamento desportivo como halteres, caneleiras, bola medicinal, tapete. Aos poucos reunimos condições para querer fazer desporto. E se ainda assim faltar motivação, talvez estas dicas ajudem.

Ambos criam o cenário para querer ser saudável. Junto a isto a técnica da visualização, como encontrar fotografias de pessoas, objetos ou alimentos que representem aquilo que queremos ser ou atingir (tenho muitas no meu telemóvel).

Aprende a movimentar o teu corpo

É fundamental ter mobilidade. É mais do que praticar desporto. Precisamos de aprender a movimentar o corpo, dar-lhe a agilidade necessária para termos uma postura direita e vivermos sem dores nas articulações ou nos músculos. E que movimentos são esses? Saber usar o core (zona abdominal) para ajudar a manter a coluna direita; ganhar músculo nos glúteos para exercerem a sua função de forma correta, certificar que temos mobilidade suficiente na anca para desempenhar movimentos de forma natural e sempre sem dor. Quando sabemos usar a nossa máquina como suposto, praticamos atividades físicas com outra força de vontade.

Encontra a tua paixão desportiva

Paddle, ténis, surf, yoga, skate. Ao descobrir a nossa paixão por uma atividade física vamos ter muito mais motivação em querer fazê-la diariamente (ou pelo menos 3 vezes por semana). O que importa é gostar do que estamos a fazer, como tudo na vida. Quando gostamos verdadeiramente de algo, queremos sempre mais. É tão simples quanto isto.

Mede os teus resultados

Balança? Isso não é medir o nosso sucesso. O peso é irrelevante. Quando vivemos de forma saudável, tudo se resume à criação de hábitos, bons hábitos, e a vontade de os seguir sempre. É preciso, em primeiro, ganhar consciência do nosso momento presente – o que fazemos por nós próprios, que nutrientes dou ao meu corpo, descanso o suficiente? Depois é que passamos para a consciencialização do que queremos atingir. Eu faço isto de forma simples: um diário onde anoto todas as mudanças que fiz e faço, os treinos, os planos alimentares. Assim posso sempre medir o meu progresso e continuamente alterar os meus maus hábitos que tentam sobreviver.

Há quem tente saltar diretamente para a mudança e escapa a este processo de criar pilares, de ganhar consciência sobre o que se está a fazer e registar o progresso. Tudo isto tem-me ajudado a manter o foco, a ver valores para lá de excelentes nas análises médicas e de me apaixonar todos os dias por ter feito a escolha de ser e viver saudável.

Como nutrir a vida de uma surfista (e não só)

Há um momento que separa a minha vida; aquele em que após uma consulta com a médica de família sou chamada a atenção de que o meu colesterol é excessivo para o estilo de vida que levava, e caso não alterasse os meus hábitos alimentares, teria de passar a tomar medicação para ajudar a controlar o colesterol. Se há coisa que sempre tentei evitar foram os medicamentos químicos, aos quais o corpo cria forte dependência. Esse momento trouxe-me o agora.

A alternativa, segundo a minha médica, seria passar a ingerir mais verduras, fosse nas sopas, cozidas ou cruas. Na altura, lembro-me de começar a gostar do excelente aspeto das comidas “no estado natural” que a Felt By Heart colocava no Instagram. Deixei-me levar por essa inspiração. Volvidos três anos, deixei de entrar na pastelaria para pedir um croissant com chocolate para substituir por passeios à hora de almoço aos supermercados biológicos, e de, no momento presente, fazer as escolhas certas. Alimentos que me nutrem de dentro para fora.

Verdade seja dita, sempre protestei que comida verde era para as vacas no pasto. Hoje, estes mesmos verdes, são 90% dos meus pratos.

Resultado: tenho mais energia, um colesterol baixinho, uma vitalidade que não pensava atingir aos 32 anos. Além disso, tenho novos vícios alimentares onde não entram batatas fritas, molhos ou gorduras saturadas. Eis o que não dispenso para me nutrir enquanto surfista, yogi e mais do que no desporto, no meu dia-a-dia.

Salmão. Seu gordo, és a minha perdição. Quem me conhece sabe que tenho uma paixão gastronómica ardente por salmão grelhado. Devemos e podemos consumir salmão a qualquer hora do dia oferecendo assim ao corpo inúmeras proteínas, Vitamina B e Omega-3. Dos inúmeros lados bons do salmão, saliento a importância deste alimento para nutrir o cabelo – quem vive exposto ao sol e ao mar deve consumir este peixe gordinho já que o ajuda a manter-se forte. Consumo de forma ponderada.

Frutos secos. Pouco me falta para ser roedora. Nozes, avelãs, cajus. Gosto de tudo. Os frutos secos têm uma quantidade espectacular de vitaminas e minerais como vitamina B1, B5, B9, B2, ácido nicotínico, vitamina E, B6, ferro, zinco, magnésio, fósforo, selénio e cobre. Só coisas boas. Trago sempre uma caixinha com alguns frutos secos. Comer de forma moderada é o truque.

Espinafres. Fiz alergia em criança; nunca mais comi. Era a desculpa. Tem espinafres? Pois, não posso comer, sou alérgica. Até ao dia que pus os espinafres num dos batidos inspirados pela Joana. Contêm ferro e magnésio, dois minerais essenciais para o nosso corpo. Ficam bem salteadas ou as folhas baby misturada nas saladas, na sopa, nos batidos.

Ovos. Ando sempre com um ovo cozido atrás, além de ajudar com a proteína na questão muscular, é vital para dar energia e tirar ataques de fome. Opto, sempre que possível, pelos ovos biológicos mas já sabemos que os custos de uma vida mais saudável são elevados.

Chocolate (ou como quem diz, cacau). Continua a ser o amor da minha vida, o chocolate. Culpo as minhas origens helvéticas que desde cedo me mostraram um caminho sem retorno. Mas hoje consigo trocar o chocolate de leite por um quadrado de cacau; o sabor amargo é uma questão de hábito tal como beber café sem açúcar. Contribui para a redução da pressão sanguínea e beneficia o coração, além de me ajudar com os estudos à noite.

Uma dieta com equilíbrio e um truque para cozinhar os meus alimentos. Sou presente quando preparo os pratos: penso no valor que acrescento à minha vida por fazer as escolhas certas e agradeço cada nutriente que me alimenta. No fim, rego tudo com amor para o tempero ficar no ponto.

Quais são os teus bons vícios? Partilha comigo nos comentários ou no Facebook.

A saúde como status

Os meus pais puseram-me a praticar desporto desde sempre. Houve essa passagem de conhecimento de que o mexer o corpo fazia, e faz, bem. Natação e karaté fizeram parte das minhas atividades semanais após as aulas. Pelo meio, e durante o verão, o ski aquático e o wakeboard. No inverno, ainda que tenha nascido nos Alpes, a minha paixão era mais deslizar nos patins de gelo do que descer as montanhas.

Cresci sob este conceito eterno de mente sã em corpo são. Naquelas aulas aprendi que o esforço físico recompensa. É mais do que dar energia ao corpo, é ensinar-lhe as limitações e a capacidade que temos em ultrapassá-las. Lógico que falamos destes dois universos indissociáveis. Precisamos de uma mente resiliente para fazer o nosso corpo chegar mais além; e um corpo treinado, faz a mente desejar ainda mais.

O que me deixa particularmente feliz é saber que hoje e daqui para a frente, viver com saúde é um status na sociedade. Para trás estamos, a devido ritmo, deixar cair preconceitos que tanto feriram a vida de cada um de nós: és gordo, és magro demais, tens celulite, estás com barriga. Estamos a aproximar-nos da grande tendência, e que eu espero que seja mais do que isso, de encontrar a nossa melhor versão (Fonte: Trendwatching).

Quando comecei a pensar no que queria partilhar no Mar de Sal, a única coisa que me ocorreu é que o meu estilo de vida atual é saudável. E que a saúde conquista-se com as mudanças certas, na dose indicada para cada um de nós. Posso não poder partilhar a minha saúde, mas a forma como a obtenho é fácil de partilhar. Trata-se acima de tudo conseguir colocar em palavras, em pequenos artigos, o que tenho feito para viver bem comigo própria. Aceitar-me como sou. Confesso que tem sido um caminho de altos e baixos, com muita vontade de desistência, mas debati sempre o negativismo, quis sempre e vou continuar a querer atualizar-me, saber mais sobre o meu corpo, como posso viver mais tempo e feliz. Por cada célula a sorrir. Não falo sobre a conquista de um corpo perfeito para a capa da Victoria Secret. Falo antes desta necessidade de me sentir saudável. Acho que todas as modas que vamos ver aqui pela internet, a meu ver, esta é a mais válida de todas.

Por isso, mais do que falar-vos de yoga, de surf, de nutrição o Mar de Sal é para quem quer colocar a saúde como status. Vamos pôr de parte o corpo perfeito; que aqui tenhas inspiração necessária para encontrares a saúde perfeita. E quando a temos, não há defeito que nos abale. Palavra de surfista.

O que faz de mim uma pessoa feliz

Descobri cedo que sorrir contagia, que ter boa disposição é motivo certo para manter as pessoas por perto. Sou assim sorridente desde que me lembro. Não por sistema nervoso, sou antes feliz por ter a vida que tenho. Mas claro que atingir a felicidade, sentir-me assim neste estado, é algo complexo. Requer subir e descer a montanha russa vezes sem conta. Mas é a  forma como viajamos neste sobe e desce que nos vai definir. Embora sinta calafrios na barriga, gosto de fechar os olhos e de levantar os braços. Mais ainda, quando se trata de elementos essenciais que me levam a este estado. Partilho aqui as mudanças na minha vida que vieram reforçar esta boa energia.

#O mar. Nada me deixa mais radiante do que um dia a beira-mar. Um templo, um espaço de liberdade. Seja dentro de água, na areia ou num pontão, ver o mar transmite-me uma serenidade que me deixa bem-disposta. Faça frio, chuva ou sol o mar é o meu mantra, essencial para o meu equilíbrio. Portanto, uma vez por semana, seja uma caminhada, corrida ou apenas estar ali perto sentada, tenho de ver e ouvir o mar.

#O surf. Não tenho assim tanto tempo de surf. Mas percebi a magia de me colocar em cima da prancha e não conter o sorriso. Em Biarritz, um médico é conhecido por prescrever “dose de surf” como tratamento. Segundo li na revista Sábado, “a actividade física no mar também combate a depressão e outros traumas psicológicos. As endorfinas, a serotonina, a dopamina e a adrenalina – libertadas durante os treinos – aliviam o stress e têm efeitos positivos no humor.” Ora, é este efeito positivo no meu humor que sinto quando saio do mar depois da minha surfada. Sempre de sorriso na cara.

#O yoga. O yoga apareceu na minha vida como salvação. E tem sido. Despertou em mim, na altura aos 30 anos, uma lúcida vontade de alcançar o bem-estar. Não sabia bem como… Só que o acaso da vida levou-me a descobrir um pequeno estúdio de hatha yoga ao pé de casa. Fiz uma primeira aula. No final, saí de lá renovada com os músculos faciais tão relaxados que dei por mim num estado de serenidade contemplativo até casa. Nada me faz sentir tão completa e feliz como aqueles 60 minutos de yoga. É o meu espaço, o meu tempo, a eterna busca da minha felicidade.

#A nutrição. Não ligava nenhuma ao que comia. Sentia-me bem a devorar batatas fritas e M&Ms entre outras tantas coisas. Ao mesmo tempo que fazia a caminhada no yoga, a nutrição foi elemento crucial para me deixar conscientemente mais feliz. Saber escolher os alimentos certos. Perceber o valor nutricional deles. Descobrir que um abacate com cacau e mel pode ser uma mousse de chocolate muito mais feliz. Todos os alimentos, na sua composição, têm um papel essencial no bem-estar e na promoção da saúde. Lógico, lá está, uma pessoa saudável é mais feliz: sentimos uma nova energia, vemos o cabelo a crescer, unhas sem partir, pele mais brilhante, os órgão a funcionar como suposto. Em suma, um corpo feliz.

#A gratidão. Tudo culmina neste ponto, essencial na conquista da minha felicidade, o saber agradecer. Não poderia sentir tanta felicidade se eu não soubesse ser grata pelo que a vida me tem dado. As lições e as benesses. Agradeço a tudo e a todos. Aos meus pais, à minha irmã, à minha família, à minha vida em geral. Viver grata faz de mim mais feliz. Aliás, não sou eu que o digo, a ciência também já o provou. De acordo com a Harvard Medical School, a gratidão ajuda as pessoas a sentirem mais emoções positivas, a vivenciar experiências mais enriquecedoras, a melhorar a saúde, a lidar com a adversidade e a construir relacionamentos mais fortes.

PS: obrigada por me acompanharem no Mar de Sal.