Reguei os meus desertos e agora são jardins

Converti os ruídos da vida com música e agora danço
Tenho refletido sobre o meu regresso a esta casa, ao Mar de Sal. Por estar a encontrar a minha voz, a minha vida, sinto que este espaço merece tempo e uma atenção que não lhe dava.

As dunas infinitas também têm flores. Foi esse o meu ponto de partida. Saber aproveitar as adversidades para me fazer renascer.

Quando comecei a escrever aqui, o surf, o mar eram o meu porto de abrigo. Tenho, ainda, muitas histórias e momentos para partilhar. Pelo caminho, emigrei, voltei durante a pandemia, perdi o blogue original, viajei e dediquei-me a construir a minha saúde, a minha mentalidade, o meu corpo. O que faço tem uma base integrativa. Descobri que tenho lipedema, que isso influencia a forma como percepciono o meu corpo. Como isso me afecta psicologicamente, por haver dias em que não gosto de ser como sou. Entre treinos personalizados, nutrição, modulação hormonal e psicologia, conquistei o improvável.

Hoje, estou na minha melhor forma física e mental. Uma resiliência, brilho e vitalidade que se sentem. Quando me perguntam sobre o que fiz, é sobre disciplina, sobre consistência, sobre não desistir de mim.

Quero abrir espaço a estas histórias para lhes dar sentido. Por isso, este regresso a casa é regressar a mim. Porque ao regar os meus desertos, fiz nascer os meus jardins.

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