Quando viver alinhada e com saúde deixa de ser negociável
Demorei demasiado tempo a perceber o que é viver alinhada e com saúde. Primeiro, tive de aprender a dizer não a todas as pessoas e situações que me afastam dos meus objetivos e dizer em voz alta — sem medo de perder — que comer bem, ir ao ginásio, dormir e viver com a consciência tranquila não é negociável.
Pelo caminho, vou tendo as minhas lições que me mostram que viver em movimento e intenção não agrada a todos. Sempre que digo “vou, mas preciso de treinar primeiro“, tentam demover-me. Treinar é a minha prioridade. Se eu não cuidar de mim, ninguém o fará. Ter esta disciplina tem sido uma aprendizagem. Não agrada a todos, mas no fim do dia, eu estou feliz por me escolher e isso contagia.
Treino pela minha saúde. Nunca estive tão bem como hoje. Investi em treinos de hipertrofia. Ao fim de quase cinco anos de ser consistente nas idas ao ginásio, recompus o meu corpo. Muito mais definida, com menos retenção nas pernas, sono em dia, com energia e com desafios constantes em cargas e novos exercícios. Vou ao ginásio com intenção, mesmo sem motivação. Tudo o que ali faço é para viver com mais saúde. E engane-se quem não quer treinar no ginásio porque vai ficar com um corpo masculino. Continuo muito feminina, mas mais definida. O corpo está mais bonito.
Para treinar bem e com qualidade, há que continuar a dizer não. Ao álcool, às comidas processadas, aos açúcares e tudo o que inflama. É aprender a comer, a escolher os alimentos certos, evitar os que me inflamam e apostar nos que me fazem sentir bem, com energia. Com isto, a perda de peso foi natural, o corpo ajustou-se e passou a responder da melhor forma. É um processo diário, de disciplina. De continuar mesmo quando fica mais difícil. As flutuações fazem parte.
Dizer não a pessoas e situações
Dizer não a pessoas e situações que não se alinham comigo tem sido vital. Antes de escolher o que comer e o treino a fazer, é preciso saber escolher-me acima de qualquer circunstância. Nem sempre o fiz ou faço. Acabo por pagar o preço porque mexe com o meu sistema nervoso. E se este não estiver regulado, todo o trabalho que faço para melhorar a minha saúde é posto em causa.
O custo de viver alinhada
Provavelmente, de tudo o que faço por mim, este é o que mais me custa. Faz-me questionar quem sou, o que quero para mim, desafiar as minhas crenças, enfrentar o medo de perder o que é familiar. A ansiedade instala-se e as noites ficam em branco. O lado bom disto é que, com tempo e experiência de vida, quando aprendes a escolher-te, sentes uma paz que se torna inegociável.
Viver alinhada é viver assim.
Com movimento, intenção e respeito pelas minhas decisões.