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3 razões porque deves apostar no surf em 2017

Provavelmente a maioria não tem o surf como prioridade na lista de resoluções de 2017, mas gostava que me acompanhassem até ao fim. Os benefícios do surf a longo prazo deixam-nos tão mais felizes…

Quando me propus a criar este espaço de partilha de coisas sobre a vida ligada ao mar, tive como propósito incentivar qualquer pessoa a descobrir o que as faz feliz. A mim, indubitavelmente, é o mar. A sincronicidade dos benefícios psíquicos e físicos é mais do que evidente. Não queria estar longe das ondas, da areia, da maresia, e para isso, precisava de encontrar algo que me fizesse estar mais tempo no palco principal da minha vida. É aqui que entra o surf. Ao longo destes últimos tempos em que tenho dedicado com mais seriedade ao surf, descobri que tive muito mais a ganhar do que simplesmente apanhar ondas.

Benefícios Físicos: é um desporto muito completo. Nunca tive costas, ombros e braços definidos. Com tempo, a musculatura foi-se desenvolvendo, tenho uma postura mais direita, além de me poupar idas ao ginásio. O trabalho cardiovascular é intenso, queimamos muitas calorias, e trabalhamos os músculos todos do corpo – é que o equilíbrio na prancha pede, além de braços, força de core e pernas.

Benefícios Psicológicos: no outside oiço muitas vezes, “está tudo na tua cabeça”. E está. Quanta vez, por pensar demais, erro na escolha da onda, na postura que coloco, deixo peso a mais a frente, peso a mais atrás. Quando liberto a mente, quando não coloco pressão no pensamento, tudo flui com naturalidade. Depois, ao estar somente no mar, sentada na prancha, não tenho tempo para pensar nos afazeres do dia-a-dia, dos problemas que nos assolam. Ali, aqui e agora, sou livre. Dos poucos lugares onde a mente limpa sem grande esforço e tudo se relativiza.

Benefícios Emocionais: eu sei, estou sempre a sorrir, mas deviam-me ver depois de apanhar uma onda. Um sorriso rasgado de orelha a orelha. Aquele conceito da adrenalina dos corredores, no surf também sentimos. Libertamos endorfina, estamos mais leves, mais felizes. Além disso, a sensação de superar o meu medo faz-me sentir capaz de conquistar o mundo.

Estamos de portas abertas para 2017. O que quer que tenha sido este ano, estamos sempre a tempo de ser felizes. Com o surf à mistura, ainda melhor.

O que faz de mim uma pessoa feliz

Descobri cedo que sorrir contagia, que ter boa disposição é motivo certo para manter as pessoas por perto. Sou assim sorridente desde que me lembro. Não por sistema nervoso, sou antes feliz por ter a vida que tenho. Mas claro que atingir a felicidade, sentir-me assim neste estado, é algo complexo. Requer subir e descer a montanha russa vezes sem conta. Mas é a  forma como viajamos neste sobe e desce que nos vai definir. Embora sinta calafrios na barriga, gosto de fechar os olhos e de levantar os braços. Mais ainda, quando se trata de elementos essenciais que me levam a este estado. Partilho aqui as mudanças na minha vida que vieram reforçar esta boa energia.

#O mar. Nada me deixa mais radiante do que um dia a beira-mar. Um templo, um espaço de liberdade. Seja dentro de água, na areia ou num pontão, ver o mar transmite-me uma serenidade que me deixa bem-disposta. Faça frio, chuva ou sol o mar é o meu mantra, essencial para o meu equilíbrio. Portanto, uma vez por semana, seja uma caminhada, corrida ou apenas estar ali perto sentada, tenho de ver e ouvir o mar.

#O surf. Não tenho assim tanto tempo de surf. Mas percebi a magia de me colocar em cima da prancha e não conter o sorriso. Em Biarritz, um médico é conhecido por prescrever “dose de surf” como tratamento. Segundo li na revista Sábado, “a actividade física no mar também combate a depressão e outros traumas psicológicos. As endorfinas, a serotonina, a dopamina e a adrenalina – libertadas durante os treinos – aliviam o stress e têm efeitos positivos no humor.” Ora, é este efeito positivo no meu humor que sinto quando saio do mar depois da minha surfada. Sempre de sorriso na cara.

#O yoga. O yoga apareceu na minha vida como salvação. E tem sido. Despertou em mim, na altura aos 30 anos, uma lúcida vontade de alcançar o bem-estar. Não sabia bem como… Só que o acaso da vida levou-me a descobrir um pequeno estúdio de hatha yoga ao pé de casa. Fiz uma primeira aula. No final, saí de lá renovada com os músculos faciais tão relaxados que dei por mim num estado de serenidade contemplativo até casa. Nada me faz sentir tão completa e feliz como aqueles 60 minutos de yoga. É o meu espaço, o meu tempo, a eterna busca da minha felicidade.

#A nutrição. Não ligava nenhuma ao que comia. Sentia-me bem a devorar batatas fritas e M&Ms entre outras tantas coisas. Ao mesmo tempo que fazia a caminhada no yoga, a nutrição foi elemento crucial para me deixar conscientemente mais feliz. Saber escolher os alimentos certos. Perceber o valor nutricional deles. Descobrir que um abacate com cacau e mel pode ser uma mousse de chocolate muito mais feliz. Todos os alimentos, na sua composição, têm um papel essencial no bem-estar e na promoção da saúde. Lógico, lá está, uma pessoa saudável é mais feliz: sentimos uma nova energia, vemos o cabelo a crescer, unhas sem partir, pele mais brilhante, os órgão a funcionar como suposto. Em suma, um corpo feliz.

#A gratidão. Tudo culmina neste ponto, essencial na conquista da minha felicidade, o saber agradecer. Não poderia sentir tanta felicidade se eu não soubesse ser grata pelo que a vida me tem dado. As lições e as benesses. Agradeço a tudo e a todos. Aos meus pais, à minha irmã, à minha família, à minha vida em geral. Viver grata faz de mim mais feliz. Aliás, não sou eu que o digo, a ciência também já o provou. De acordo com a Harvard Medical School, a gratidão ajuda as pessoas a sentirem mais emoções positivas, a vivenciar experiências mais enriquecedoras, a melhorar a saúde, a lidar com a adversidade e a construir relacionamentos mais fortes.

PS: obrigada por me acompanharem no Mar de Sal.