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Lado B: onde a música da vida toca positivo

Cresci a acreditar que mereço o mundo e não faço por menos, dou o meu melhor em tudo o que faço. Com o apoio incondicional que tenho, entre em que aventura entrar, sei que à minha volta não vão faltar palavras positivas, de incentivo e de perseverança, uma energia única vinda especialmente dos meus laços de sangue. Não me falham, não me faltam.

Mas eu falho. No meio desta incrível jornada que é a vida descubro que sou uma exímia construtora de muros. São bloqueios a uma vida mais positiva, mais feliz, porque algures aqui na caminhada encontrei sinaléticas que me dizem que devemos viver com preocupação e preconceitos. Entrego-me assim a um descrédito absoluto e deixo-me ficar fechada neste conforto entre muros. Vivo o dia-a-dia no conceito fatal do “vai-se andando”, sem nunca sair do lugar. Porque fiz os muros bem altos para serem impossíveis de conquistar.

Revês-te em mim?

Somos livres de acreditar no que quisermos, mas sei de coração aberto que atraímos o que queremos. Quando alinhamos os nossos objetivos a pensamentos naturais como a alegria, amor, abundância, o céu é o limite. Não acredito que o mundo não me retribua da mesma forma. Nem que hajam explosões cósmicas que queiram fazer a terra rodar em sentido contrário. Sei que o pensamento vai atrair tudo de bom, se assim eu quiser.

E também sei hoje na vida que sou exatamente a pessoa que deveria ser. Devagar passei a focar-me no que tenho de bom em vez daquilo que me fazem acreditar faltar. Encontrei aqui a fórmula para desfazer os muros. Ouvir o lado B da cassete da vida. O lado Bom. Onde a música flui, toca sem parar. Hoje quando me olho ao espelho encontro o reflexo de alguém feliz, que tem exatamente o que quer (porque assim pedi ao universo, ainda que na maioria das vezes os pedidos estejam esquecidos no subconsciente). Mas vivo feliz na vida que quero.

É preciso ter a calma de saber aceitar que a vida acontece sim, a todos, no seu momento. A algumas pessoas tudo parece correr em linha recta, noutras montanhas por escalar, mas na verdade não quer dizer que uns sejam mais meritórios do que os outros. A vida é mesmo assim. Cada um na sua jornada.

Nas horas difíceis, dá um passo atrás, contempla o que tens e sente gratidão.

Sou evidentemente crente nos bons pensamentos, nas boas energias, na transparência da alma. Pensa positivo, emana boas vibrações em todas as ações que pratiques. Nas horas em que duvidares de tudo o que te acontece, que é apenas negativo, sempre negativo, liberta esse pensamento. Aceita que está presente na tua mente, naquele momento, e depois deixa seguir livremente. Nas horas difíceis, dá um passo atrás, contempla o que tens e sente gratidão. Põe o lado B da cassete a tocar, faz o que te deixa feliz e acredita que mais cedo ou mais tarde, tudo dá certo.

Quando a vida me puxa o tapete…

Quantas vezes sonhamos com algo que a vida teima em afastar? E quantas vezes estamos à porta da nossa oportunidade e a vida puxa-nos o tapete?

Já passei por isto e sei que vou continuamente passar. Nem sempre conseguimos o que queremos ou da forma como imaginamos. Mas quando somos atingidos por aquele rasgo de fé de querer algo tão intensamente, sentimos que nada nos pode impedir.

Eu quis aprender a surfar. Por várias razões, mas acima de tudo, para descobrir em mim a força de vontade e de superação a qualquer obstáculo. E nada maior do que o meu medo do mar, que ambiguamente me hipnotiza também. Comecei por me inscrever numa escola de surf. Aos fins-de-semana lá ia eu de lycra colorida vestida para as espumas do mar até dia que me dizem para remar para lá da rebentação. Chegara o momento da verdade, aquele em que o meu medo tinha de ser enfrentado. Inspirei fundo, convenci-me de que era capaz e remei como nunca. Estes movimentos tornaram-se num hábito e as aulas deram lugar a prancha, fato e idas solitárias à praia. Sempre com coragem. Sempre com medo subjacente. Mas ia, acreditando que eu e o surf fazíamos dupla perfeita.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Certo dia de novembro, depois de sorrir a umas quantas ondas, desisti por cansaço de estar no mar. Ao sair querer saír da água, perdi o controlo da prancha, mas a prancha, sacana, não me perdeu. Embrulhada no fundo do mar, durante um tempo que me pareceu eterno, a prancha bateu-me e abri a cabeça. Coloquei a mão onde senti a pancada e dei pelo corte. Tentei voltar rápido à tona, mas a rebentação forte deu-me luta. Assim que consegui, tinha sangue por todo o lado. Quem estava pela praia veio em meu socorro. Horas depois, já nas urgências, nada de pontos. “Teve sorte”, disse a enfermeira. Era apenas um corte que iria sarar sozinho. Mas precisava de tempo e de repouso. Durante esse tempo, nada de surf, nada de mar. Castigo. Logo agora que estava a gostar tanto…

Aquela conquista inicial de força de vontade e de superação deram força ao medo que tinha do mar, e tudo se afogou no instante do acidente.

Fiquei por casa uns dias por prevenção. Tinha em repetição na minha mente a sensação da prancha me bater com força enquanto o mar me deixava no fundo. O pânico era mais forte do que a dor da pancada. E se não estivesse alguém por perto para me ajudar? E se voltar a acontecer? Aquela conquista inicial de força de vontade, de superação deram força ao medo que tinha do mar e tudo se afogou no instante do acidente. Só que como tudo na vida, precisamos de encontrar maneira de lidar com o que nos acontece. E aqui, não foi excepção.

Aceita o que acontece. Não valia a pena ignorar o incidente. O surf, como qualquer outra coisa na nossa vida, pode magoar. Na altura fiquei chateada, irritada, desacreditada. Será que sou mesmo capaz disto? É só cabeça partida no fundo do mar. Podia ser pior. Ter a noção de que isto acontece e faz parte é meio caminho andado para não me perder em pensamentos paralelos. Depois, gosto de acreditar que tudo acontece por uma razão, e que mais cedo ou mais tarde acaba por se explicar.

Manter o foco. Esta sensação de ter errado, de ter falhado de alguma forma, faz-nos questionar a nossa capacidade e vontade, por vezes até, desistir. Mas não podemos. Sabem quando nos dizem “não” e por teimosia mantemos o foco no que queremos? Aqui é igual.

Inspiração é fonte de vontade. Em casa de castigo. O mar ali ao fundo da rua com ondas perfeitas e eu sem poder ir. Podia ficar a lamentar, mas o que fiz foi simples. Procurei manter-me inspirada. Li sobre o tema, as quedas, como aprender a cair, biografias e histórias de outras pessoas de superação. Fiz aulas teóricas através do YouTube. Com isto consegui lidar de uma forma mais racional com o meu medo e manter-me inspirada para voltar ao surf.

Acima de tudo, temos de dar tempo ao tempo. Tudo pode acontecer e tudo acaba por curar. A forma como vivemos cada impasse dita se foi uma falha ou um sucesso. Por isso, quando a vida me voltar a puxar o tapete, eu vou continuar a surfar.

Como tornar a mudança horária mais natural

Se há algo que me perturba, é a mudança horária. Podem vir os dias de chuva, o frio, o recolhimento mas tirar a luz ao dia, perturba-me. Ainda assim, podemos tornar esta transição mais suave, natural. É Uma questão de ajustar o nosso corpo.

Chega ao final de outubro e sou atropelada por uma vontade enorme que seja primavera de novo, onde vinguem dias de mais luz. Detesto a mudança horária. Já aqui tinha falado como sofro com ausência de sol (fico com neuras, confesso). Mas, consciente, sei que tenho de passar por este processo. Não dá para passar à frente o tempo nem manter o dia mais longo.

Só que nem tudo pode ser assim tão escuro, difícil. É também saudável saber aproveitar estes momentos para nos focarmos naquilo que o nosso corpo precisa, olhar para o nosso interior, dormir com mais qualidade, cuidar da nutrição, ser mais consciente e presente em relação ao nosso bem-estar. Por isso, deixo aqui a minha intenção tornar esta transição mais suave.

Acordar com o sol. Os nossos antepassados faziam isto; é o mais natural. Acordar com luz, deitar quando o sol se põe, respeitando o ciclo circadiano. Para conseguir sair cedo da cama, vou deixar os estores entreabertos para convidar a luz da manhã a entrar e ajudar-me a despertar com naturalidade ao invés do despertador.

Contrariar a preguiça. Como? Eu vou manter a estratégia de praticar uma atividade física à minha escolha, todos os dias, pelo menos durante 30 minutos. É  o meu compromisso. Faça chuva ou faça sol. Correr, ir a uma aula de yoga, surfar, caminhar, saltar à corda, qualquer coisa serve, logo pela manhã, para me ajudar a ativar os músculos e dar energia para o resto do dia.

Comer alimentos da época. Não é por acaso que determinados alimentos existem só em certas épocas do ano, estão à nossa disposição por serem superiores em vitaminas e sais minerais. Dão-nos a energia certa para o tempo em que estamos. Além disso, consumir alimentos da época é uma atitude sustentável já que vamos contribuir para a produção agrícola local.

Apanhar sol. O máximo possível. Vou tirar 5 minutos ao intervalo do almoço só para absorver os raios solares, sempre que der. Isto vai regular o relógio biológico e a respetiva produção de melatonina, fazendo com que durma melhor. Desligar os ecrãs à noite também é válido para aumentar a qualidade de sono.

Aceito sugestões para tornar esta mudança horária (ainda que a diferença seja apenas de uma hora) mais suave. E fazer com que o nosso outono e inverno sejam mais iluminados.

Como equilibrar a vida

Equilibrar a vida é como fazer yoga, temos de ativar em nós os músculos certos a usar em cada postura. No dia a dia, temos de ativar em nós a nossa paciência e resiliência para tudo contornar e subsistir.

Andamos sempre à procura de equilibrar a nossa vida entre o trabalho, a família, o desporto, a saúde, e outros tantos malabarismos. E parece que só sentimos que tudo está equilibrado quando colocamos todas as esferas da nossa vida com o mesmo peso e medida, não é?

Só que no meio de tanta tentativa de equilíbrio, a vida acontece, e tudo se desequilibra. Perdemos aquela surfada no final do dia porque o trânsito nos fez parar; os nossos filhos são a prioridade; a correria do trabalho impede-nos de ter tempo de sentar e desfrutar de uma alimentação plena e calma. Quando isto nos acontece, quando há circunstâncias que não controlamos, ficamos frustrados, cheios de stress, irritados por não estamos a equilibrar a vida como gostaríamos.

Mas há que aprender com isto. Surgem-nos coisas giras na vida como no yoga que nos mostram como fazer malabarismo. Há aulas de yoga em que trabalhamos mais o equilíbrio, em posturas aparentemente simples como a Árvore ou Vrikshasana. Na verdade pedem-nos que subtilmente sejamos capazes de ativar diferentes músculos, pequenos ajustes para alcançar tal postura. Ao colocar uma das pernas dobrada em triângulo com a planta do pé na zona de virilha, ao olharmos em frente, ao elevarmos os braços para o alto da nossa cabeça, estamos a desafiar o equilíbrio e a pedir ao corpo que o controle. Ao mesmo tempo que executamos a postura, e nos equilibramos, surge-nos um sentimento de serenidade no corpo. O nosso cérebro descobre ali os músculos necessários para nos manter firmes e inteiros como uma árvore.

É exatamente este tipo de equilíbrio que temos de conseguir encontrar nas diferentes esferas da nossa vida, e de forma harmoniosa, conjugá-los sem frustração. Nos meus dias mais intensos ou de situações mais inesperadas, tento activar em mim determinados comportamentos que me ajudem a descobrir o equilíbrio entre o caos. Como?

↠ Mantenho-me fiel aos meus objetivos. Se num dia não consigo praticar desporto, encaixo amanhã com mais calma, mas faço os possíveis para cumprir este objetivo e me manter ativa todos os dias.

↠ Tento adaptar-me aos imprevistos. Tento não ter expectativas muito altas, gerir aquilo que quero fazer durante o meu dia e aquilo que sou capaz de conseguir.

↠ Aceitar o que a vida me dá (é ensinamento do yoga). Faz com que fique mais calma, serena, logo equilibrada. É que às vezes perdemos energia em coisas que pouco ou nada interessam…

↠ Nunca desistir. E como é que isto me ajuda a equilibrar o dia? Sou dona do meu destino. Tenho em mim todo o poder e força do mundo, por isso, posso sempre voltar a tentar fazer o que queria. Se não foi naquele momento, é só uma questão de ter um pouco de paciência e resiliência para voltar a tentar.

Rituais diários: o que não dispenso nos meus dias

Há rituais nossos dos quais não devemos prescindir se nos fazem o dia sorrir. Aqui fica uma pequena lista para inspirar a criar bons hábitos.

Aquilo que nos faz sentir bem, nos deixa felizes, é o que devemos manter na rotina diária. Viver de forma saudável significa respeitar o nosso templo – o corpo – tratá-lo da melhor forma para que o nosso brilho venha de dentro para fora. Criar rituais é honrar este mesmo templo. Aqui fica a minha pequena lista de rituais (quase obrigatórios).

Limão e Gengibre

Não dispenso de manhã, em jejum, o copo de água morna com gotas de limão e rodelas de gengibre. Sei que contribui para a perda de peso, mas é um ritual que não dispenso por outra razão: limpa as toxinas do nosso corpo. E ao fazê-lo logo de manhã significa que estou a preparar o meu corpo para o tratar da melhor forma ao longo do dia, nutri-lo o melhor que sei. A Sociedade Vegan explica bem as vantagens desta dupla.

Saudação ao Sol

O sol existe sempre mesmo quando o céu está encoberto. Logo, das primeiras coisas a fazer no meu dia é o Surya Namaskara, a minha saudação ao sol para dar a energia certa ao corpo, para o despertar, para o alongar e deixar apto para o que ai vem. Ajuda ter um pequeno canto de yoga em casa, acender incenso, velas e imagens alusivas ao relaxamento. O dia fica sempre mais inspirador.

Matcha

A primeira vez que bebi matcha confesso que não gostei. Contudo, o efeito que me provocou ao longo da manhã ao nível da concentração e serenidade, tornou-o imediatamente companheiro de pequeno-almoço (foi trocado pelo café). E depois, acompanha tão bem a sessão de yoga matinal…

Mantra

Tenho um caderno onde escrevo diariamente o meu mantra. Não acordo todos os dias com a mesma motivação. Escrever mantras foi a forma que encontrei para contornar a minha falta de energia, concentração, força de vontade. Ao escrever o mantra, interiorizo-o. E ao libertar essa vibração ao longo do dia, faz com que me sinta melhor.

Ficar Offline

Quem me conhece sabe que vivo colada ao universo digital, mas não é tudo para mim. Sou adepta de um sono tranquilo portanto o smartphone fica desligado a partir das 22h até às 7h da manhã. Melhoramos e muito a qualidade de tempo e reservo esse tempo para me deixar dormir ou por a leitura em dia.

E quais os teus rituais diários? Partilha nos comentários.

Sem sol ficamos SAD

Com o fim do verão, ficamos SAD. Eu pelo menos fico. o Transtorno Afetivo Sazonal ou o Seasonal Affective Disorder (SAD) pode justificar a forma como nos sentimos nos próximos meses.

O sol anda a ficar mais tímido, as manhãs já despertam frescas. Aos poucos despeço-me do verão que, felizmente, nos últimos dias, teima em estender-se. Entro na minha fase de introspeção, de recolhimento, tal como uma tartaruga. Dou por mim mais melancólica, sem energia, com uma preguiça monstruosa a imobilizar o meu corpo. Por saber que a ausência de sol nos afecta e muito tentei saber mais sobre este assunto e na verdade, a falta de sol chega mesmo a provocar um transtorno psicológico, o Seasonal Affective Disorder (SAD).

Eu fico SAD, de facto. Apesar de ter nascido nos Alpes e o frio ser-me indiferente, detesto os dias curtos e cinzentos. Abomino a ausência de sol. Entre os sintomas do transtorno SAD está a falta de energia, a fadiga, o aumento de apetite e de peso, a dificuldade de concentração e a vontade de estar sozinho. Provavelmente reconhecemos alguns dos sintomas sem nos apercebermos que podemos estar diante de um transtorno, algo que esteja a afetar o nosso bem-estar.

Portanto, nos meses que se avizinham, temos de nos adaptar para que a ausência de sol em abundância não nos afete por demais. Ainda que eu deixe algumas sugestões, este tema é para ser levado com seriedade, portanto falar com algum profissional de saúde será sempre o mais indicado.

#Manter a dieta equilibrada para nivelar a nossa energia. Aproveitar os alimentos do outono, como a abóbora, as tangerinas, as romãs, as castanhas e tantos outros tesouros que nascem da terra para manter o nosso bem-estar ao seu melhor nível.

#A vitamina D é produzida no nosso corpo por meio da exposição ao sol, ou seja, nos dias cinzentos e nublados, torna-se difícil manter a quantidade necessária que o corpo pede. Apesar de ser encontrada em alguns alimentos como salmão ou ovos, pode ser necessário tomar um suplemento alimentar, se o médico assim o consentir. 

#Praticar atividades físicas na rua ainda que chova, faça frio ou não nos apeteça. Há que contrariar o espírito pesado. Já se sabe que mexer o corpo deixa-nos mais felizes (a ciência já provou isso), portanto sem desculpas. Há que fazer subir os níveis de endorfina. 

#Tirar partido da vida social no outono e no inverno, ou seja, vamos manter o ritmo do verão nisto da convivência, da partilha, das gargalhadas conjuntas. Estar entre amigos combate a falta de sol. 

Se nada disto resultar, a solução pode ser viajar para sul ou em situações extremas, mudar de país (mas calma, isto além de ser provisório até temos um inverno com bastante sol).

O que faz de mim uma pessoa feliz

Descobri cedo que sorrir contagia, que ter boa disposição é motivo certo para manter as pessoas por perto. Sou assim sorridente desde que me lembro. Não por sistema nervoso, sou antes feliz por ter a vida que tenho. Mas claro que atingir a felicidade, sentir-me assim neste estado, é algo complexo. Requer subir e descer a montanha russa vezes sem conta. Mas é a  forma como viajamos neste sobe e desce que nos vai definir. Embora sinta calafrios na barriga, gosto de fechar os olhos e de levantar os braços. Mais ainda, quando se trata de elementos essenciais que me levam a este estado. Partilho aqui as mudanças na minha vida que vieram reforçar esta boa energia.

#O mar. Nada me deixa mais radiante do que um dia a beira-mar. Um templo, um espaço de liberdade. Seja dentro de água, na areia ou num pontão, ver o mar transmite-me uma serenidade que me deixa bem-disposta. Faça frio, chuva ou sol o mar é o meu mantra, essencial para o meu equilíbrio. Portanto, uma vez por semana, seja uma caminhada, corrida ou apenas estar ali perto sentada, tenho de ver e ouvir o mar.

#O surf. Não tenho assim tanto tempo de surf. Mas percebi a magia de me colocar em cima da prancha e não conter o sorriso. Em Biarritz, um médico é conhecido por prescrever “dose de surf” como tratamento. Segundo li na revista Sábado, “a actividade física no mar também combate a depressão e outros traumas psicológicos. As endorfinas, a serotonina, a dopamina e a adrenalina – libertadas durante os treinos – aliviam o stress e têm efeitos positivos no humor.” Ora, é este efeito positivo no meu humor que sinto quando saio do mar depois da minha surfada. Sempre de sorriso na cara.

#O yoga. O yoga apareceu na minha vida como salvação. E tem sido. Despertou em mim, na altura aos 30 anos, uma lúcida vontade de alcançar o bem-estar. Não sabia bem como… Só que o acaso da vida levou-me a descobrir um pequeno estúdio de hatha yoga ao pé de casa. Fiz uma primeira aula. No final, saí de lá renovada com os músculos faciais tão relaxados que dei por mim num estado de serenidade contemplativo até casa. Nada me faz sentir tão completa e feliz como aqueles 60 minutos de yoga. É o meu espaço, o meu tempo, a eterna busca da minha felicidade.

#A nutrição. Não ligava nenhuma ao que comia. Sentia-me bem a devorar batatas fritas e M&Ms entre outras tantas coisas. Ao mesmo tempo que fazia a caminhada no yoga, a nutrição foi elemento crucial para me deixar conscientemente mais feliz. Saber escolher os alimentos certos. Perceber o valor nutricional deles. Descobrir que um abacate com cacau e mel pode ser uma mousse de chocolate muito mais feliz. Todos os alimentos, na sua composição, têm um papel essencial no bem-estar e na promoção da saúde. Lógico, lá está, uma pessoa saudável é mais feliz: sentimos uma nova energia, vemos o cabelo a crescer, unhas sem partir, pele mais brilhante, os órgão a funcionar como suposto. Em suma, um corpo feliz.

#A gratidão. Tudo culmina neste ponto, essencial na conquista da minha felicidade, o saber agradecer. Não poderia sentir tanta felicidade se eu não soubesse ser grata pelo que a vida me tem dado. As lições e as benesses. Agradeço a tudo e a todos. Aos meus pais, à minha irmã, à minha família, à minha vida em geral. Viver grata faz de mim mais feliz. Aliás, não sou eu que o digo, a ciência também já o provou. De acordo com a Harvard Medical School, a gratidão ajuda as pessoas a sentirem mais emoções positivas, a vivenciar experiências mais enriquecedoras, a melhorar a saúde, a lidar com a adversidade e a construir relacionamentos mais fortes.

PS: obrigada por me acompanharem no Mar de Sal.