Um dia pego na mochila e vou conhecer o mundo

Sempre tive esta certeza: as viagens transformam. O facto de nos ausentarmos da nossa zona de conforto, da nossa vida rotineira, dos que nos são próximos, faz com que nos tenhamos de adaptar e descobrir mais sobre nós.

Vou finalmente, depois de um interregno, pegar na mochila e conhecer o mundo. Vou atravessar continentes para na verdade fazer uma viagem de autodescoberta, de perceber até que ponto sou feliz, de por em perspetiva tudo o que tenho e faço, aquilo que quero para o meu futuro, por que esta ausência da minha realidade, vai-me ajudar a redirecionar o meu foco.

Vou conhecer o meu mundo do surf, do yoga, da minha espiritualidade. Quero dizer vezes sem conta namaste; quero rodopiar no mar com sorriso largo na face, permitir-me a lidar com uma nova cultura, e ser redondamente grata por esta oportunidade.

Que venham daí as boas energias. Espero conseguir colocar em palavras a minha experiência, partilhá-la. Prometo deixar-vos com pequenas reportagens no Instagram. From Bali with love  ♥

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.

 

O que saber antes de começar a surfar…

Ninguém quer ser o inexperiente no mar. Aliás, acarretamos algum peso quando atravessamos o areal de prancha na mão, cabelos loiros torrados pelo sol, pele bronzeada, cheios de estilo, e depois, se alguém nos observar com atenção, estamos nas espumas a dar grande show de quedas. Não é isto que se quer.

No surf, como em qualquer outra coisa na vida, temos de começar por algum lado. Agora que já tive algumas lições partilho dicas que me teriam sido úteis antes de ter começado a surfar (e assim saber, na verdade, no que me estava a meter).

Domina o pop up

Mais do que qualquer outra manobra que possas vir aprender, levantar da prancha é fundamental para o teu surf evoluir, e bem. Treina sempre que possível, fora de água, o movimento do pop up. Faz exercícios de agilidade e força, foco nos braços, abdominais e pernas. Desenha uma cruz na areia, deita-te e pop up. Repete vezes sem conta. Vais ver que se torna mais rápida a tua progressão (não queiras ignorar essa parte na aula).

Rema, rema, rema

Não estamos habituados a usar os braços no movimento da remada. Confesso que ainda hoje me custa a remada, apesar de trabalhar o corpo nesse sentido. A quanto obriga a força do mar. Não quero com isto passar desmotivação, antes pelo contrário. Ter a noção que este movimento custa e que as ondas não esperam, seja para as apanhar seja para as passar, temos de saber remar.

Encontra a tua prancha

Quando começamos a surfar, a estabilidade é mesmo muito importante, daí as escolas usarem pranchas de espuma, estas têm bastante superfície e flutuabilidade. Escolher a prancha certa, de acordo com o nosso peso e altura, é fundamental para garantir que deslizamos na onda com a estabilidade que precisamos. Experimenta diferentes pranchas até perceberes qual o modelo que melhor se adapta ao teu nível de surf e corpo.

Entra no mar com companhia

Só depois de partir a cabeça é que percebi que entrar sozinha no mar não é opção. Sempre que puderes leva companhia. Caso não tenhas ninguém para entrar contigo está onde estão os outros surfistas. Não te deixes ficar sem companhia no mar.

Mantém-te fiel ao surf

Vais querer desistir. Ninguém me avisou da facilidade com que queremos desistir do surf, porque é difícil evoluir, os dias nunca são iguais, o mar muda constantemente e a nossa mente, trai. Por isso, o que devemos fazer para nos manter motivados é celebra sempre o facto de te tentado, de ter entrado no mar e pensar sempre que a próxima surfada vai ser melhor.

Bucketlist de uma Surfista

Fazer uma bucketlist é assumir a vontade de concretizar sonhos. Ser capaz de traçar objetivos e ir atrás deles. Quero que a minha vida seja feita de boas ações, inspiradas no mar, na vida saudável, na vontade imensa de sair da minha zona de conforto, na minha capacidade de superação.

Recordo-me com franca lucidez o sentimento que me persegue cada vez que sonho com uma viagem. Há três anos que decidi fazer uma viagem, para dentro. Aprender a dar ouvidos à minha intuição, aos meus sonhos e vontades subconscientes através do yoga e da meditação. Já voei muito no tapete, sai do meu lugar de conforto, atravessei o desconhecido e conquistei o topo da montanha espiritual. Desafiei-me a centrar-me no terceiro olho, o Ajna Chakra, para despertar uma mente serena.

Esta conquista deveria ter sido, desde sempre, a primeira cláusula da minha lista “coisas que quero fazer antes de morrer”. Nutrir este amor próprio. Sem lhe dar essa devida importância, ou melhor, pensar nisto como um desejo a cumprir, acabou por ser revelar na minha jornada. Hoje estou pronta para pensar noutros desejos vitais no campo físico, mental e espiritual. Quero a simplicidade da vida nas ações. Quero ser guiada por uma vida cheia de boas intenções. Daí, aqui e agora, a minha bucketlist do surf e yoga.

Viver de frente para o mar.

Conhecer Bali.

Fazer uma surftrip num pão de forma clássica.

Conquistar uma manobra de surf em 2017.

Ensinar a minha sobrinha a surfar.

Viajar para um destino de surf nos invernos.

Deixar a praia sempre melhor do que a encontrei.

Fazer um retiro espiritual todos os anos.

Ser professora de yoga.

DawnPatrol: o surf de madrugada

Ainda que as manhãs sejam de preguiça, ver o dia nascer no mar é uma bênção. Quem ainda não tem o surf enraizado na alma, perde o direito a ondas quase exclusivas ao acordar do dia. Descobre as vantagens do surf nas sessões de dawn patrol.

Não é a primeira vez que falo sobre fazer algum tipo de exercício logo pela manhã. No menu, incluo yoga, corrida ou o surf. Acredito que seja particularmente difícil para quem não aprecia sair da cama antes do nascer do sol, mas se pensarmos bem nos positivos desta ação, os resultados são mais felizes do que ficar na ronha.

O down patrol é o surf de manhã cedo, de madrugada. Apesar de a tradução literal ser patrulha da madrugada, aqueles que observam as condições do mar antes de qualquer raio de sol, para os fiéis ao surf significa vestir o fato de neoprene e ter direito a um swell só para si. Mas há mais razões para nos dedicarmos ao surf de manhã cedo:

  1. Menos crowd. Como nem todos são amantes de acordar de madrugada, a possibilidade de ter muitos surfistas na água é bastante reduzida.
  2. A serenidade da manhã. É um privilégio de poder desfrutar dos sonos da natureza enquanto tudo dorme. E apreciar as cores do céu que devagar mudam de cores frias para quentes.
  3. Ter tempo para nós próprios. Que sejamos egoístas antes de nos dedicarmos ao nosso dia. Ter tempo para nos mimar ou dar aquilo que mais apreciamos é essencial para a nossa vida.
  4. Para quem está sempre à espera do fim-de-semana, um surf de manhã cedo, a meio da semana faz toda a diferença. Além de evoluirmos mais facilmente, retiramos pressão às sessões de sábado e domingo (que nem sempre existem).
  5. Ficamos simplesmente mais felizes para o nosso dia. As endorfinas sobem, o sorriso e boa disposição ficam por perto.

Vamos a isso?

O’Neill e a coleção amiga do ambiente para mulheres

Quando uma marca com a O’Neill se preocupa com o mar, só pode dar vida a uma coleção amiga do ambiente. Da Califórnia para o mundo, eis a O’Neill Active, a coleção para mulheres ativas feita a partir dos plásticos perdidos pela praia.

Por defender a sustentabilidade, acreditar que é por aqui o caminho de futuro para o nosso planeta, encontrar marcas gigantes como a O’Neill a dar cartas nesta área, significa que estou certa das minhas intenções. A O’Neill Active é uma linha eco-friendly que integra a iniciativa global da marca, a O’Neill Blue – Our Ocean Mission que tem como objetivo produzir roupas de surf sustentáveis.

A O’Neill Active surge então nesse contexto, e combina matéria reciclada a materiais de desempenho, através de fios têxteis feitos a partir de plástico reciclado (um projeto da startup norte-americana Bionic). A coleção vai estar à venda a partir de março no site e foi pensada para atividades como a corrida, o surf e o yoga. Conta com sutiãs de desporto, calções, leggings, roupa de surf e fatos de banho com extras que me agradam muito: tem proteção raios UV, secagem rápida e absorvente, e cores vibrantes. Resumindo e concluindo, a reciclagem está mesmo na moda!

Como desbloquear num agueiro

Muito antes de viver o mar tatuei em mim a palavra flutua. Conservar à superfície, boiar, vogar sobre as ondas. Um estado de alma de serenidade, de simplesmente deixar-me levar pela corrente sem nada temer. Mas em dias de surf como o de hoje, a palavra flutua tem mais significado do que alguma vez considerei ter…

A praia de São João da Caparica é a minha praia na costa; aquela a que mais vou, inverno ou verão. Habituei-me aos picos, ao areal de extensão determinada entre pontões, encontro com os amigos de sempre debaixo dos chapéus de sol e pranchas de surf em espeto na areia. É também o mar que mais sustos ja me causou. Ali parti a cabeça e fui vencida pelo cansaço de lutar contra os agueiros.

Hoje não foi diferente.

O mar vestiu-se de azul escuro. De manhã bem cedo, ainda de pés na areia, o professor questionou: – o que estão a ver? Um agueiro, respondemos. – E onde vamos surfar?, retorquiu. No pico em frente ao banco de areia.

A maré ia encher ao longo da manhã, e a corrente do agueiro ia ajuda o carrossel: entrar pelo canal, apanhar a onda, sair e voltar a entrar pelo canal. Mas já se sabe, nada no surf é matemático. A primeira onda foi feliz. Senti ligeiramente a corrente que nos ia tirando do pico, mas fixada num ponto da terra, sabia onde me manter. Assim veio, sorridente, direita a mim. Livremente flutuei em cima da onda. Por estar de novo na areia, aguardei que o set passasse. Tentei chegar lá fora, mas ingenuamente deixei-me cansar. Remava sem sair do lugar em pleno agueiro. Agarrei-me à prancha e sentindo a areia debaixo dos meus pés, ergui-me e ali me mantive, com água pela cintura, a acalmar a respiração. Fôlego recuperado, recordando a teoria do carrossel, entrei novamente pelo canal.

Nessa altura, entre a primeira onda surfada e a minha insistência em regressar ao mar, tudo tinha mudado. Maré mais cheia. Corrente mais forte. Coloquei-me na prancha, leve e veloz, cheguei ao outside sem grande esforço. Mas é preciso mais astúcia e respeito pelo mar. O agueiro também se intensificou nestes instantes e só depois percebi que não vou sair dali com a mesma agilidade. Bloqueei. E com isso, a respiração torna-se pesada, desesperada, inexistente. Eu estava em pânico e congelei o pensamento, a capacidade de reação. Deixei o medo apoderar-se de mim.

“Senta-te na prancha e não entres em pânico!”, veio de lá a ordem. Eu estava em segurança, embora o cenário soasse a demasiado negro. As ondas não eram grandes, não me punham em aflição. Estava a flutuar sentada na prancha, um tanto ou quanto à deriva, mas sem perigo de me afogar naquele momento. Tinha a prancha, todos estavam calmos ao meu redor, dali haveria de sair. Bastava aguardar pela onda. E não bloquear. Assim foi. Sai do mar na onda que apanhei.

Amanhã vou voltar, hei-de sempre voltar. Assim como é a corrente do mar, é o sal que corre em mim. Vai e volta. Sempre diferente.

Sentei-me na areia a observar o mar. Vi-lhe todas as formas e maus feitios. Sobe e desce inconstante, caminho de cabras em forma líquida, intrigantemente atraente. Levantei-me, peguei na prancha e voltei a entrar. Em cheio no agueiro. Desta vez saio daqui sozinha. E saí.

 

O que aprendi com o mar de hoje?

  • O mar tem uma densidade e profundidade infinitamente misteriosa para o nosso conhecimento. É preciso aprender ler o mar, o melhor que pudermos, sem promessas de sempre saber como vamos sair.
  • Flutuar é a melhor estado para a mente. Se ficar em pânico, não há capacidade de análise e de resposta. E neste sentido, flutuar é a minha palavra para mente calma.
  • Se a nossa velocidade para chegar ao outside for demasiado veloz, algo não está certo. De novo, certificar de que lemos bem o mar antes de entrar.
  • Ainda preciso de mais preparação física para o mar. É sempre tão exigente…
  • Amanhã vou voltar, hei-de sempre voltar. Assim como é a corrente do mar, é o sal que corre em mim. Vai e volta. Sempre diferente.

SurfBuilder: treinos de surf fora de água

SurfBuilder

O surf é um desporto fisicamente exigente, e ressente-se ainda mais, quando passamos grande parte da semana sem fazer qualquer tipo de exercício físico. Felizmente há uma boa solução que contraria esta falta de mobilidade. Chama-se SurfBuilder, um projeto de João Amorim, cujo foco é surf fora de água com treinos funcionais.

Para melhorar o surf há que entrar no mar sempre que possível. Só que a nossa vida quotidiana nem sempre o permite, obrigando-nos a estar demasiadas horas da nossa semana sentados ou sem praticar nenhuma atividade física. Esta falta de exercício prejudica a nossa performance no surf, especialmente quando precisamos de mais resistência, equilíbrio e força para o mar. À conversa com o João Amorim, da SurfBuilder, descobri que os treinos funcionais são a resposta prática para evoluir no surf fora do mar.

O que é a SurfBuilder?

Traduzido para português, SurfBuilder, quer dizer construtor de surf. E é isso mesmo, um espaço que pretende preparar fisicamente os surfistas para estarem mais aptos nas suas surfadas, e tirarem o maior proveito do mesmo.

O que te inspirou a criar a SurfBuilder?

Sou profissional do Exercício Físico e Saúde há 7 anos e surfista apaixonado desde criança. Sempre pratiquei desporto e consegui ver a importância de estar fisicamente preparado para qualquer atividade que me fosse proposta. Tenho reparado com o passar dos anos que muitas pessoas não têm condição física para poder enfrentar uma força da natureza como o mar. Assim surgiu a ideia de juntar a minha paixão com a minha profissão. Sinto que posso ajudar todos aqueles que pretendem melhorar o surf. Além disso, o facto de ter trabalhado com surfistas profissionais como é o caso do Nic Von Rupp fez me também criar bases de conhecimento para todo este projeto.

Que tipo de treino encontramos na SurfBuilder?

O Treino Funcional é aquele que melhor se adequa as necessidades de um surfista. Pensar em movimentos e não só apenas grupos em musculares, torna-se essencial a realização de manobras específicas da modalidade, sem esquecer o condicionamento físico geral.

Para quem são estes treinos?

Estes treinos são direcionados para todo o tipo de população independentemente o nível de surf. Desde que não tenha qualquer contra-indicação à prática de exercício físico, dos pequenos aos graúdos, todos podem treinar.

Quais os benefícios do treino funcional?

  • Prevenção Lesões
  • Melhoria da flexibilidade
  • Melhoria da condição cardiovascular
  • Mais equilíbrio
  • Maior velocidade reação
  • Mais resistência muscular

Que resultados podemos esperar com a SurfBuilder?

Mais resistência na remada, mais veloz a apanhar as ondas, mais equilíbrio em cima da prancha e execução das manobras.

SurfBuilder HoráriosComo funciona a SurfBuilder?

Treinos em grupo todas as segundas e quartas-feiras com diferentes horários disponíveis: 18h30, 19h30 e 20h30. Os treinos têm a duração de uma hora.

Qual a tua relação com o Surf?

Considero o surf uma forma de viver e não apenas um hobby como tantos outros. Influencia tudo aquilo que faço no meu dia a dia e a longo prazo. No fundo todos os dias buscamos felicidade e a surfar é muito fácil, mandar um tubo e ficarmos uma semana com um sorriso na cara. Não conheço mais nada que me transmita tão boas sensações.

Um conselho para quem estiver a começar a surfar…

Prepara te fisicamente para poderes surfar! A tua evolução será mais rápida e assim que deres conta vais-te divertir como nunca!

Já agora se puderes trazer sempre um pedaço de lixo da areia ou da água, ainda melhor!

Na vida tudo é uma questão de atitude

Uns dizem que é de signo; eu digo que é de feitio. Há dias em que mergulho num marasmo, fico à tona, a flutuar nas calmas. Sem destino, sem objetivo. Ainda há dias tive vontade de desistir do surf. É difícil, pede dedicação e persistência e todas as surfadas são diferentes.

Mas, porquê?

Há dias em que a vida custa muito. Decisões difíceis, ondas grandes, correntes submersas, inesperadas. Há dias em que a nossa motivação desvanece no nevoeiro matinal, dilui-se sem nenhuma força de vontade em emergir. Tudo isto por culpa da nossa atitude. A maneira com decidimos encarar o que nos acontece. Devemos aproveitar os momentos mais desafiantes para imbuir o pensamento de vibrações positivas. Mas, na maior parte das vezes deixamos que o lado negro das coisas tome lugar, ganhe peso. Uma âncora que nos arrasta para o fundo.

A atitude perante a vida é tudo. Temos de aprender a aproveitar os desafios a nosso favor. É só mudar de atitude.

A maneira como decidimos encarar os desafios, é muito mais na vida do que possamos imaginar. Que os dias sejam sempre de luz, de boas energias, de pensamentos certos para um futuro feliz.

 

Como mudar de atitude

  1. Ter consciência de que os nossos pensamentos não são nada mais do que a nossa percepção perante a realidade. Não são a nossa realidade em si. Logo, podemos trocar o não pelo sim facilmente para nos dar o impulso necessário para voltar à superfície do mar.
  2. Rodeia-te de pessoas positivas, que acreditam em ti, que têm sempre boas palavras para te dizer. No domingo, sentada na prancha, resmunguei: “estou desmotivada, não faço nada de jeito.” Lá do outside oiço, “vai Susana, tu consegues, a onda é tua!”, e foi mesmo.
  3. Pratica a visualização. Dou por mim, a sonhar acordada, no lugar onde quero estar. E com esta vibração, sei que vou chegar. Ver o objetivo que queres alcançar, deixa-te com uma força de vontade tão mais leve e feliz.
  4. Aprende a meditar. Fecha os olhos no caos e mergulha em ti. Aprende a limpar os pensamentos, a tirar de dentro de ti o que não interessa. Treina a tua mente através da meditação.
  5. Nutre apenas bons sentimentos. Gostar de algo ou alguém faz-nos, imediatamente, mais felizes. E ser feliz, é sinónimo de atitude positiva na vida.

Leite de ouro | Golden Milk para noites frias

Noites frias pedem uma caneca quente antes de dormir. De chá? Nem sempre. Podemos variar e começar a experimentar o que a medicina aiurveda nos ensina há tanto tempo: leite com curcuma, o leite de ouro.

O leite de ouro, um oásis de sabor, é o meu mais recente vício antes de dormir. A noite pede conforto e o corpo pede nutrientes que nos façam sentir bem. Embora seja uma novidade para mim, o leite de ouro é mais uma das tendências saudáveis atuais com origem nas tradições milenares.

Além do surf e do yoga como elementos essenciais à minha felicidade, rejo-me por uma dieta equilibrada. Significa que procuro bons ingredientes para o meu bem-estar o que me leva à constante descoberta de novos sabores (e habituação aos mesmos). Isto de me alimentar convenientemente sempre foi tema delicado, entre não querer verduras e grande parte de frutas, quanto mais a temperos provenientes da Índia. Mas quando fiz esta transição consciente para uma vida mais equilibrada e feliz, despertei os cinco sentidos.

O leite de ouro

É aqui que entra a curcuma (e no leite também). Os benefícios da curcuma são mais do que muitos. Tem propriedades anti-inflamatórias, antisséticas e antibacterianas, ou seja, ajuda na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias crónicas, fortalece o sistema imunitário, ajuda a baixar os níveis de colesterol, um super alimento para acrescentarmos às nossas refeições.

Depois, o leite quente, dourado, repleto de especiarias como a canela, o gengibre, e ainda, uma colher de mel, fazem desta bebida um uma explosão de bons sabores. A minha receita adaptada – aposto que a medicina aiurveda prepara de forma diferente – uso o leite de origem vegetal. Gosto particularmente da combinação da curcuma com o leite de amêndoa.

Tendo em conta os benefícios da curcuma em junção com as restantes especiarias, acredito que seja um excelente complemento para os dias de frio que se avizinham. Para quem como eu faz surf nestas temperaturas, é um aliado de força para nos manter quentes e resistentes. Fica a sugestão: levar no copo térmico leite de ouro para beber depois do surf. O vício do açaí fica para o verão.

Dicas para conquistar uma onda nova

Deixei que surf entrasse na minha vida para me conquistar. Sem medo entrei nisto sozinha quiçá atrevida, quiçá inexperiente, mas é daquelas coisas que temos de fazer por nós. A verdade é que me transformou: estou mais atrevida, mais inexperiente no surf. Porque arrisco a explorar novas ondas, mas sem conhecer o mar, os locais e as condições…

Seguindo esta lógica, por ganhar ao longo das surfadas confiança, tornou-me ávida por mais ondas, outras ondas, com mais densidade, mais curvatura, mais velocidade. Só que no meio deste querer cigano é preciso saber o que fazer quando chegamos a um novo lugar. Dicas úteis para qualquer surfista guardar na vida (e para eu me não me esquecer também).

Analisa as condições antes de entrar no mar

Ficamos tão excitados com a ideia de ir surfar a um sítio novo que muitas vezes nos esquecemos de confirmar as condições. Felizmente, hoje em dia há gráficos e câmaras que nos podem orientar muito antes de entrar no mar, e há também o poder da observação quando chegamos à praia. Ver como os outros surfistas se comportam, se remam muito, se notamos a corrente ou um agueiro, onde a onda forma e quebra. Por uma questão de segurança, isto importa, e muito.

Respeita as regras do surf

Não te coloques em perigo nem quem partilha o pico contigo. Evita apanhar ondas em simultâneo, tenta não te meter à frente de alguém quando remas para o outside; contorna a onda. Lembra-te das regras do surf. Espera pela tua vez. O surf exige paciência e já que estás num lugar novo, nada como desfrutar do momento e aproveitar a tua onda, aquela que está reservada para ti.

Não te deixes intimidar

Ainda que já tenha sentido a parte menos amigável do surf – isto de entrar nas ondas dos chamados locais sozinha nem sempre corre bem -, não nos podemos deixar intimidar. Pelo contrário, há que usar os locais em nosso favor. Questiona antes de entrares no mar, tenta perceber o melhor sítio, o que precisas de saber para não te colocares em perigo. Se alguém tiver um ar mais durão, mantém o sorriso no rosto e rema. O mar é liberdade.

O melhor é levar companhia

Por mais que seja solitário o ato de surfar, por mais que a evolução no surf dependa de cada um de nós individualmente, nada melhor do que explorar novas ondas, picos, esquerdas, direitas em boa companhia. Têm alguém para partilhar o momento e em situações mais delicadas, sabe bem ter um rosto conhecido por perto para nos ajudar.