Dança sobre a água – ode à vida

Celebra a vida. Apanha uma onda, duas, quantas puderes. Sorri para dentro. Agradece-te por cada pedaço de céu que te embrulha ao acordar. Sente o que tens a sentir. Não receies mostrar a tua vulnerabilidade. Já Pessoa dizia, para ser grande, sê inteiro. Faz o que o teu espírito comanda. Não sigas manadas. Sê rebelde. Nutre amor próprio. Aceita as tuas falhas, são verdadeiras. Despe-te da sociedade. Deixa mais luz do que escuridão. Dança sobre a água. És especial. Não sejas o que te pedem para ser, vai mais além. Vive hoje. Amanhã é mito.

Chama de mantras, objectivos. Podem ser cantilenas também. Não importa. Só temos a ganhar se cuidarmos de nós em todos os aspectos. Dou por mim a voltar ao activo, a fazer desporto com mais frequência, a dormir as minhas sagradas 8 horas, a alimentar-me como gosto e me faz sentir bem. Como consequência, fico com a mente mais estável, mais resiliente, mais criativa. É bom voltar a sentir-me assim. Faço isto todos os dias, o tratar-me bem, com respeito. Dar-me ao trabalho de me divertir, de arrancar gargalhadas aos trambolhões, de ser especialmente feliz pelas minhas escolhas. Confesso sim que a vida longe do mar é diferente, mais cinzenta, mas sei que tudo isto é apenas um atalho para o que aí vem. Provavelmente, hoje nestas palavras não sentem muito swell; um mar mais cristalino, verde liso, quiçá.

Mas como sabem, sendo filha de marés, sou de vai e vens. E hoje venho de alma salgada por inteiro.