Categoria: surf

#wavestories: ser apaixonada por surf e não ter grande jeito para a coisa

Não sei quando é nasceu esta paixão pelo surf. A verdade é que muito antes de me meter pelo mar adentro, já tinha um certo fascínio pelo desporto. Talvez pelos miúdos giros na praia de Carcavelos, talvez pelo lado descontraído que lhes desenhava a alma, talvez por (ainda) achar que surf é uma dança no mar. Atiro um último talvez, o de me ter apaixonado de verdade no momento em que deslizei pela primeira espuma.

Só que gostar não é suficiente para saber surfar. Temos de entrar em todo o tipo de mar, apanhar todo o tipo de ondas, experiementar pranchas, observar com intensidade onde a onda se forma e vai rebentar, para fazer perceber o que é isto de surfar. Daí as perguntas: já te sentes confortável o suficiente para dizeres que sabes surfar? Não. E achas que tens jeito para a coisa? Também não. Mas isso não invalida o facto de eu ser apaixonada pelo mar e querer continuamente melhorar.

Ter receio de algo é humano, mas ao não sair da nossa zona de conforto, não aprendemos, não evoluimos. E isto serve para qualquer área da nossa vida. No surf, por termos de lidar com o mar, há este medo inerente às ondas, às correntes que nos arrastam e ainda a falta de confiança que nos retrai. O que é natural, mas não nos ajuda a dizer adoro surfar com a convicção de que o sabemos fazer com mais ou menos jeito. Com tempo e persistência, isto vai lá.

Não nascemos todos Kelly Slater ou John John Florence. Mas se temos vontade, devemos sempre ir surfar quando a oportunidade bater à porta, ter aulas, ver vídeos — nossos e dos outros, ler sobre a área para nos sentirmos ao nível que achamos ter (juro que acho que surfo muito melhor do que os outros acham). Se alguém pelo caminho nos disser, não tens grande estilo ou jeito para o surf, é só conversa. Garanto que tudo na vida, que venha do coração, da vontade imensa de chegar longe, é talento inato. E isso, ninguém nos tira.

#positivevibes

Aulas de surf: sim ou não?

Se nunca tentaste surfar, a resposta é positiva. Se és daquelas pessoas que sempre quis experimentar mas nunca arriscou, a resposta também é positiva. Se entras no grupo de quem já rema por esse mar adentro sem receio, a resposta também é positiva. Aulas de surf: sim!

Fiz essa pergunta várias vezes, será que preciso de marcar umas aulas de surf? Mas como qualquer outro desporto ou atividade na vida, as aulas são vitais para ganhar confiança, conhecimento, e em especial no surf, pela dificuldade de saber ler o mar, pela correção postural, pelo incentivo constante e obviamente, pela comunidade e amigos que nascem na convivência – acabamos todos por perceber que a paixão do surf nos une irremediavelmente.

Já aqui partilhei momentos mais complicados que o surf me proporcionou, correntes inexplicáveis, agueiros traiçoeiros, pranchas que quebram cabeças, mas nada disto eu teria superado nas calmas sem as aulas de surf. Felizmente, hoje, temos muita oferta, escolas de norte a sul do país, umas mais profissionais do que outras, mas a verdade que para principiantes eles têm a melhor estrutura que possas precisar para as primeiras espumas.

Os benefícos das aulas de surf

Desde a prancha, ao fato a professores (giros, cof cof) prontos a empurrar pelas espumas, torna-se muito mais fácil aprender. E a ganhar confiança. Eles explicam para onde ir, para onde olhar, quando levantar. O melhor de tudo é ter direito a expressões de incentivo, ainda que por vezes em tom de gozo — já estás a levar nas orelhas, que na verdade resultam no empurrão que precisamos para enfrentar a onda sem ajuda e com toda a certeza de que a vamos cortar.

Confesso que comecei ao contrário. Primeiro experimentei sozinha, com pranchas emprestadas, sem perceber muito bem o que fazer. Depois lá resolvi inscrever-me na Lufi Surf School e dominar a Costa da Caparica. Fiz 10 aulas. No meu caso foi suficiente para passar a ir sozinha para as espumas, para as primeiras ondas e depois meter-me em aulas intermediárias com o Ricardo Pina (tem agora uma surfhouse em São João, a Lisbon Surf Villa e continua a dar aulas) que me fez atrever a surfar qualquer mar sob as suas ordens sempre didáticas – aquele rema, rema, rema agora, inesquecível.

Ainda que não tenha fotografias, apenas as gravadas na memória, estive recentemente por Lisboa e regressei às aulas, desta vez com o Filipe da Go Surf Lisboa. Tenho outra maturidade ao entrar no mar, ainda me falta muita confiança para me fazer à onda, no entanto, foram-me feitas correções, vicíos digamos, que fizeram toda a diferença na onda a seguir.

O resultado é que me senti sempre melhor depois de umas aulas, porque percebo onde erro, e esta consciência faz-me evoluir, querer ser, na verdade, melhor. Portanto, eu sou apologista e defensora das aulas porque:

  1. Dão confiança.
  2. Ensinam a interpretar o mar.
  3. Vais perceber facilmente quando é que é o momento certo para o pop-up.
  4. Ensinam coisas básicas como cuidar da prancha, enrolar o leash, a lavar o fato.
  5. Motivam-nos a continuar.

Não importa o nosso nível no surf. As aulas devem ser feitas por todos que querem ser melhores, e para isso é preciso ter a humildade de reconhecer que “eu posso aprender”.

#wavestories: o porquê do surf na minha vida

#wavestories: o porquê do surf na minha vida

*episódio piloto*

A verdade é simples, eu comecei a surfar por causa de um desgosto de amor. Este foi o porquê do surf na minha vida.

Sempre o escrevi aqui no Mar de Sal, que a minha ligação a água não começou com o surf, mas antes com o ski na barragem de Montargil. Um dia, deixei de ter este prazer que me fazia esquecer o mundo e querer deslizar na água. Tive de o substituir pelo surf, depois de um final de verão amargo para experimentar o pela primeira vez.

A aula foi uma surpresa, que até hoje sou grata por a ter tido, na praia do Guincho. Tinha a alma lavada em tristeza quando me enfiaram na água. Uma prima teve a ideia de me oferecer a aula para me animar o espírito. Talvez, inconscientemente, tenha sempre deixado a impressão de que gostaria de surfar. Um dia.

Esse dia chegou. Estou e sou feliz por ter descoberto no surf um aliado às boas energias, aos bons pensamentos e à capacidade que o mar tem de nos fazer esquecer as amarguras. No mar não há espaço para lágrimas.

O ski deu-me preparação para o equilíbrio em cima da prancha, foi tão fácil perceber como fazer para me levantar e deixar-me ir. A parte complicada era ter força nos braços (ainda hoje luto por essa agilidade), com jeitinho lá o professor me empurrava nas espumas. Nada como um sorriso para desencantar oportunidades. A sensação foi incrível, não a consigo descrever. Juro que me faltam palavras. Tão incrível que até hoje resiste. Persiste.

Isto foi anos antes de levar o surf mais a sério. Guardei esse dia, e acabei por deixar passar demasiado tempo até regressar. O que me fez voltar a experimentar foi a lista de resoluções do ano novo. Meti na cabeça que o surf e o yoga iam fazer parte da minha vida. Sem mais demoras, nos primeiros dias do ano, inscrevi-me na Lufi Surf School, na Costa da Caparica e religiosamente lá me apresentava aos fins de semana. Era janeiro. Quando me meto nalguma aventura, dedico-me. E com o surf não ia ser diferente. Não quis saber do frio, do mar grande, dos perigos, do cansaço. do sal nos olhos. A única coisa que queria era surfar. E esquecer os desencantos da vida.

Faz agora à volta de quatro anos e meio que me meti nisto. Como consequência, a minha escrita passou também a ser sobre as minhas experiência de mar, de vida, sempre de mãos dadas.Tudo por causa de um desgosto de amor que no final de contas, só teve importância porque me fez surfar. Ah, vida sábia.

#wavestories o começo das histórias do mar

Quando comecei a escrever no Mar de Sal, a ideia era ter um lugar de inspiração. De mar, de surf, de yoga, de boa vida e sustentabilidade. Mas também um espaço para histórias de sal.

Mudar-me para a Suíça afastou-me do propósito da escrita. Sinto que por estar longe do mar, não serei autêntica a partilhar momentos. No entanto, sou feita de memórias e estas estão bem encravadas nas células que me fazem viver.

Não me comprometo com nada nem ninguém. Quero apenas começar a partilhar a série #wavestories. Momentos da vida de mar vividos por mim, por terceiros. Por paixão ao mar, por paixão à escrita. Porque sem nenhum dos dois a minha vida faz sentido e estou a precisar de lhe dar ondulação.

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O que apenas um apaixonado por mar consegue perceber

Para algumas pessoas praia é sinónimo de verão. Dias de sol escaldantes, noites de festa na areia, peixe fresco e bebidas veraneantes à mistura. Peles bronzeadas e o sacudir da areia ao final do dia para regressar ao hotel ou onde estiverem hospedados. Apenas uns dias do ano em que se dedicam à vida de praia, de lazer.

Mas para quem, como eu, se habituou a ver o mar todos os dias ao fundo da rua, a entrar nele faça frio ou faça sol, torna-se estranho ou mesmo difícil entender esta paixão imensa azul que nos corre nas veias. O que apenas um apaixonado por mar percebe…

  1. A praia não é apenas verão. Significa mergulhar de corpo e alma inverno ou verão, seja para surfar, dar uma caminhada, respirar ar fresco. Tão vital quanto isto.
  2. Há um orgulho irradiante nas pessoas que vivem perto do mar, inconsciente. É que corre um sorriso de dentro quando dizemos onde vivemos. No fundo da minha rua vejo o mar…
  3. As soluções dos nossos problemas dissolvem-se na rebentação das ondas. O mar tem um efeito tranquilizante na nossa mente. Sentar na praia uns minutos por dia, com os pés na areia, e a ouvir o mar, significa encontrar respostas.
  4. A comida tem mais sabor quando se vive perto do mar. Vai uma aposta? Dizem que é do sal, do mar, do sol, da boa energia. Tudo sabe melhor.
  5. Nunca se perde aquele encantamento inocente quando se regressa ao mar. É como se o víssemos sempre pela primeira vez.
  6. Um verdadeiro apaixonado por mar não compreende os não gostam de mar. Não se percebe, mesmo. É que não dá mesmo para perceber… Sério.
  7. Não nos imaginamos viver longe do mar. E mesmo que se viva, será por uns tempos. Filhos de marés regressam sempre à sua praia.
  8. 80% das nossas roupas são para a praia. É uma moda que não passa de moda, digamos.
  9. Não nos importamos de trazer a areia connosco para o carro, casa, sapatos… Há sempre areia presente. Faz parte da mobília.
  10. Planear viagens inclui sempre presença de mar. É complicado ficar em “terra” apenas.
  11. Respeitamos o poder do mar. Deixamos as praias limpas, não desafiamos o mar considerando-nos inatingíveis. O mar é bom, mas não descuramos do seu poder.
  12. Nada nos deixa mais felizes do que um mergulho no mar.

Portanto, se és apaixonado pelo mar tudo isto faz sentido. Se não faz, é porque não és. Simples assim.

No princípio estava a onda

Hoje tenho um boa onda para partilhar. Aquela de meio metro, que se dobra contorcida numa criança feliz, sem tempo para desperdiçar. Como é bom não parar um segundo e querer a todo o instante sentir esta vida ondular que desliza entre o leve sopro da brisa e a energia contagiante do mar. Isto para te admitir, voltei ao mar. A amar o mar.

Pensei que não fosse capaz, que ali tivesse para sempre uma memória associada, ainda que de bons momentos, mas que refletissem a saudade. Saudade pesada ancorada a uma vida que não volta mais à tona, e afunda, profunda. Só que encontrei na minha prancha a tábua de salvação. A capacidade de mergulhar por baixo de cada onda, rebentação, espuma branca, e regressar, rompendo pela crista acima.

Sem saudade.

Depois, passei também a saber que basta encontrar o foco, não pensar, focar para onde quero navegar a vida e deixar-me ir. Posso cair, posso levar com a tábua cabeça, a cabeça pode de novo partir, mas como Buda diz, por pior que tenha sido o passado, podemos e devemos sempre recomeçar. E é isso que me ensina o mar.

Estou grata por permanecer em mim a curiosidade ingénua de uma criança que desbrava o mundo no primeiro andar. Observar assim mesmo como se tudo fosse a primeira vez nesta intensidade ondular da vida que vai e vem, traz e leva, retira e devolve, e só aproveita quem se deixar levar pelo mar. Como os carreirinhos que fazemos de braços estendidos e biquinis perdidos, enrolados e divertidos, nas ondas tombando ininterruptamente de puro espaço e lúcida unidade, onde apenas encontramos, apaixonadamente, a nossa própria liberdade*.

Por isso não fazia sentido ficar com saudade de um momento que não é meu, de uma saudade que não me faz sentir a superfície. De uma saudade que não vale a pena ser saudade. Porque o que se quer é sentir uma gratidão profunda por tudo o que o universo nos dá, sempre em medida certa. Ondas grandes, ondas pequenas, ondas picadas e revoltadas. Puras ondas. Boas ondas.

Tinha mesmo de voltar ao mar. Acima de tudo, a amar o mar.

*Sophia de Mello Breyner Anderson

Para o ano há que surfar mais ainda

A última vez que vim a casa, em Outubro, fui brindada pela mãe natureza com o furacão Ofélia. Estive 10m dentro de água, provavelmente menos. Mas pelo menos senti de novo a pele salgada, e consequentemente, energias renovadas. Aqui estou, meses depois, para descansar em casa e aproveitar os bons dias de dezembro de maresias mais suaves.

Não é fácil remar. O meu corpo já não está habituado ao movimento e tendo tido bronquite asmática no último mês, faz com que o meu regresso seja para lá de vagaroso. Mas tenho de ter paciência e respeitar acima de tudo o meu corpo. Dar-lhe tempo para reagir ao surf. Dormir, alimentar-me bem, frequentar as aulas de yoga e recuperar da melhor forma.

Tenho ido até à praia de Carcavelos nestes dias. O mar tem estado pequeno, o sol tem sido generoso, e ali fico sentada a contemplar o lado bom da vida. Se há uns meses vingavam ondas grandes e potentes, agora dançam os pequenos swells que acalmam a alma. Assim se faz a vida, de um ciclo para outro, pedindo sempre humildade em aceitar o que o mar nos traz.

Esta corrente leva-me a pensar no meu 2017. Surfar muito foi um dos objectivos que estabeleci. Por isso, enquanto aqui estou – até regressar aos Alpes – vou pegar na prancha e cumprir o máximo desta missão. Porque para o ano, der por onde der, há que surfar ainda mais.

O surf é compromisso para o resto da vida

Sinceramente não sei como vou voltar ao surf depois destes meses sem entrar no mar. Alguma dica? Lembro-me de um amigo dizer, num tom frustrado, que voltava sempre à estaca zero depois de estar uma temporada sem salgar o corpo.

Eu comprometi-me com o surf como uma relação para a vida, com marés altas, marés baixas, meia goofy ou regular. O que interessa é que hei-de sempre, nalgum momento, entrar por mar adentro com a minha prancha e aproveitar a harmonia que a mãe natureza me dá.

Só que não sei como me vou sentir quando me deparar com o swell… como vai ser este reencontro. Conhecendo-me como me conheço, o mais provável é petrificar uns instantes. Já sei, é não pensar tanto no assunto e deixar-me ir na altura, de sorriso na alma, e entregar-me com toda a paixão e motivação que possa ter. Será o melhor cenário, e o meu foco também para os longos meses de inverno que se avizinham.

Dylan Graves disse um dia que as melhores ondas coincidem sempre com algo importante na nossa vida. É isso que sinto agora à distância quando tenho o telemóvel aos apitos na partilha das ondas do dia. É isso que sinto cada vez que não posso pegar no carro e seguir estrada fora até uma praia qualquer à volta de Lisboa para descobrir aquela onda sorridente na minha direção. Há sempre algo mais importante que me me impede de ter esse momento. Estranha vida a minha. Quando assumi este compromisso com o surf, nunca pensei que ficar longe do mar fosse opção… Vi-me unida ao surf, e com ele, para sempre, por perto. Só que não. Aqui estou. Longe quando o mais importante era estar presente. Porque estava a evoluir, a querer mais, a vencer o medo, a ganhar resistência. Apanhada neste agueiro só me resta remar paralelamente até conseguir sair, nas calmas. Porque como disse, estou de caso sério com o surf. E será para o resto da minha vida.

Treinar o surf no asfalto com um Carver Skateboard

O meu primeiro skate foi um Penny. Não me recordo se o meu era o amarelo ou azul, mas era uber cool ir para a escola, nos anos 90, de skate nos pés. No fundo, sempre gostei desta sensação de andar livremente pela estrada fora ao estilo indie Woodstock dos tempos modernos. Quando passei para o surf, o skate estava adormecido até perceber a semelhança dos movimentos e a liberdade subjacente entre as duas atividades. Tudo isto para justificar a chegada de um Carver na minha vida.

Apesar de não haver mar na Suíça, há a vantagem de ter estradas muito boas para andar de skate. Desde que cheguei passou-me a fazer cada vez mais sentido ter um surf skate para me divertir nas ruas e trazer à minha memória um pouco da sensação do surf. É o que faz morar num país da europa central. O que eu espero é que com esta nova prática a minha próxima surfada, não seja um começo do zero. Segundo li no The Inertia andar de skate pode mesmo ajudar a melhorar a performance no mar, mais ainda quando se trata de um skate desenhado para replicar os movimentos do surf como acontece com o Carver.

Compromisso

O surf é assustador, mas andar de skate supera pela proximidade que temos com o alcatrão. De acordo com David, autor do artigo, quando começamos a praticar manobras na estrada estamos a lidar de caras com o nosso receio. Isto faz com que fiquemos um pouco mais audazes a experimentar as manobras no mar. Assim espero (evidentemente sem ir com o rosto ao chão).

Repetição

Uma das vantagens óbvias do skate é poder repetir a manobra que queremos treinar vezes sem conta. No mar, há que esperar sempre pela onda e já sabemos como é que isso corre. A repetição é amiga da técnica. Espero sacar um bottom turn na próxima surfada com a mesma agilidade com que brinco com o skate.

Equilíbrio

A postura no skate e surf são muito semelhantes, exigindo o mesmo tipo de equilíbrio. Confirmo. Andar de skate desafia-nos constantemente o ponto equilíbrio, precisamos de usar os braços e as pernas, além obviamente do core para corrigir o desequilíbrio. Tudo isto se faz e repete no surf.

Os pros também andam de skate

Basta espreitar as redes sociais do John John Florence e encontrar videos dele a deslizar no asfalto. Diz o miúdo maravilha que andar de skate “dá-nos a oportunidade de treinar vezes sem conta uma manobra, o que não acontece no surf” (Stab Magazine | Surfing is the most difficult sport in the world). Ainda que não ande de skate com a intenção de melhorar o surf, prova ser uma consequência lógica a qualquer pessoa que queira fazer algo mais pelo surf fora de água.

Por isso, enquanto uns evoluem no surf dentro de água, os surfistas presos em terra tornam-se criativos e transformam estradas em ondas.