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Rituais diários: o que não dispenso nos meus dias

Há rituais nossos dos quais não devemos prescindir se nos fazem o dia sorrir. Aqui fica uma pequena lista para inspirar a criar bons hábitos.

Aquilo que nos faz sentir bem, nos deixa felizes, é o que devemos manter na rotina diária. Viver de forma saudável significa respeitar o nosso templo – o corpo – tratá-lo da melhor forma para que o nosso brilho venha de dentro para fora. Criar rituais é honrar este mesmo templo. Aqui fica a minha pequena lista de rituais (quase obrigatórios).

Limão e Gengibre

Não dispenso de manhã, em jejum, o copo de água morna com gotas de limão e rodelas de gengibre. Sei que contribui para a perda de peso, mas é um ritual que não dispenso por outra razão: limpa as toxinas do nosso corpo. E ao fazê-lo logo de manhã significa que estou a preparar o meu corpo para o tratar da melhor forma ao longo do dia, nutri-lo o melhor que sei. A Sociedade Vegan explica bem as vantagens desta dupla.

Saudação ao Sol

O sol existe sempre mesmo quando o céu está encoberto. Logo, das primeiras coisas a fazer no meu dia é o Surya Namaskara, a minha saudação ao sol para dar a energia certa ao corpo, para o despertar, para o alongar e deixar apto para o que ai vem. Ajuda ter um pequeno canto de yoga em casa, acender incenso, velas e imagens alusivas ao relaxamento. O dia fica sempre mais inspirador.

Matcha

A primeira vez que bebi matcha confesso que não gostei. Contudo, o efeito que me provocou ao longo da manhã ao nível da concentração e serenidade, tornou-o imediatamente companheiro de pequeno-almoço (foi trocado pelo café). E depois, acompanha tão bem a sessão de yoga matinal…

Mantra

Tenho um caderno onde escrevo diariamente o meu mantra. Não acordo todos os dias com a mesma motivação. Escrever mantras foi a forma que encontrei para contornar a minha falta de energia, concentração, força de vontade. Ao escrever o mantra, interiorizo-o. E ao libertar essa vibração ao longo do dia, faz com que me sinta melhor.

Ficar Offline

Quem me conhece sabe que vivo colada ao universo digital, mas não é tudo para mim. Sou adepta de um sono tranquilo portanto o smartphone fica desligado a partir das 22h até às 7h da manhã. Melhoramos e muito a qualidade de tempo e reservo esse tempo para me deixar dormir ou por a leitura em dia.

E quais os teus rituais diários? Partilha nos comentários.

Sem sol ficamos SAD

Com o fim do verão, ficamos SAD. Eu pelo menos fico. o Transtorno Afetivo Sazonal ou o Seasonal Affective Disorder (SAD) pode justificar a forma como nos sentimos nos próximos meses.

O sol anda a ficar mais tímido, as manhãs já despertam frescas. Aos poucos despeço-me do verão que, felizmente, nos últimos dias, teima em estender-se. Entro na minha fase de introspeção, de recolhimento, tal como uma tartaruga. Dou por mim mais melancólica, sem energia, com uma preguiça monstruosa a imobilizar o meu corpo. Por saber que a ausência de sol nos afecta e muito tentei saber mais sobre este assunto e na verdade, a falta de sol chega mesmo a provocar um transtorno psicológico, o Seasonal Affective Disorder (SAD).

Eu fico SAD, de facto. Apesar de ter nascido nos Alpes e o frio ser-me indiferente, detesto os dias curtos e cinzentos. Abomino a ausência de sol. Entre os sintomas do transtorno SAD está a falta de energia, a fadiga, o aumento de apetite e de peso, a dificuldade de concentração e a vontade de estar sozinho. Provavelmente reconhecemos alguns dos sintomas sem nos apercebermos que podemos estar diante de um transtorno, algo que esteja a afetar o nosso bem-estar.

Portanto, nos meses que se avizinham, temos de nos adaptar para que a ausência de sol em abundância não nos afete por demais. Ainda que eu deixe algumas sugestões, este tema é para ser levado com seriedade, portanto falar com algum profissional de saúde será sempre o mais indicado.

#Manter a dieta equilibrada para nivelar a nossa energia. Aproveitar os alimentos do outono, como a abóbora, as tangerinas, as romãs, as castanhas e tantos outros tesouros que nascem da terra para manter o nosso bem-estar ao seu melhor nível.

#A vitamina D é produzida no nosso corpo por meio da exposição ao sol, ou seja, nos dias cinzentos e nublados, torna-se difícil manter a quantidade necessária que o corpo pede. Apesar de ser encontrada em alguns alimentos como salmão ou ovos, pode ser necessário tomar um suplemento alimentar, se o médico assim o consentir. 

#Praticar atividades físicas na rua ainda que chova, faça frio ou não nos apeteça. Há que contrariar o espírito pesado. Já se sabe que mexer o corpo deixa-nos mais felizes (a ciência já provou isso), portanto sem desculpas. Há que fazer subir os níveis de endorfina. 

#Tirar partido da vida social no outono e no inverno, ou seja, vamos manter o ritmo do verão nisto da convivência, da partilha, das gargalhadas conjuntas. Estar entre amigos combate a falta de sol. 

Se nada disto resultar, a solução pode ser viajar para sul ou em situações extremas, mudar de país (mas calma, isto além de ser provisório até temos um inverno com bastante sol).

Como manter hábitos saudáveis em pleno verão

O calor finalmente já se instalou (estes últimos dias têm sido incríveis)! Isto significa que as noites são longas de cocktails na mão, direito a horas a fio sem mexer o corpo apenas a relaxar na areia, gelados com fartura e muita diversão. Eu sei que tudo isto soa muito bem, mas chegamos a setembro preguiçosos, mais cansados e alguns de nós com peso a mais.

E como se faz para mantermos uma rotina saudável no meio de tantos e bons deslizes? Segue o plano de festas deste verão.

Pratica desporto de manhã (cedo)

Estou sempre a dizer o mesmo? Imagino que sim, mas acredito piamente nesta mensagem. Reserva a frescura da manhã para praticar alguma atividade física: faz o metabolismo começar a trabalhar e liberta a sensação de bem-estar que perdura ao longo do dia. Além disso, com o avançar das horas, o calor aumenta e a vontade de uma imperial ao fim da tarde é sempre mais convidativa do que uma corrida.

Junta os legumes aos teus grelhados

Finais de tarde com direito a churrascos e grelhados no terraço ou jardim são mais do que bem-vindos. Mas, ao invés de se encherem com batatas fritas e outros snack menos saudáveis, experimentem grelhar courgette ou tomate. Podem arriscar nos “verdes” que quiserem, o que importa é que tenham uma boa dose de nutrientes à mesa (para mim, roer uma espiga de milho também vale).

Muita água… E com sabor

Falo sempre da extrema importância da ingestão de água durante o ano inteiro, mas no verão ganha outro sabor. Ou sabores. Fixo-me nos dois litros de água por esta altura e quando a falta de paladar me aborrece, faço infusão de água frutas ou cítricos. Dão sabor e acrescentam aquele aspecto de cocktail que tanto nos apetece (mas o álcool aumenta o volume abdominal).

Diverte-te lá fora

Longos são os meses de frio e cobertores nos domingos de cinema. Só que agora o calor é tão apetecível que não há vontade de estar por casa. Para mim os jardins são as melhores escolhas para dias quentes. Estão sempre frescos e podemos voltar a ser crianças. Corridas, frisbee, caminhadas em Sintra, tudo serve para nos por sempre o corpo a mexer. Na praia, se tiverem mais talento do que eu, Frescobol (raquetes na praia) é para lá de bom para nos fazer trabalhar o corpo.

Pequenos hábitos fazem a diferença ao longo de todo o ano. É preciso relembrar-nos sempre que ser saudável não é uma moda, é um estilo de vida que deve ser cumprido dentro da vontade e capacidade de cada um. A mudança é grande, por vezes custosa, mas garanto que vale a pena.

Como o mar atua a nossa mente

Há memórias tão vívidas em nós, não há? Ontem enquanto descansava sentada na areia molhada em frente ao mar lembrei-me da primeira vez que o vi. Tinha vindo muitas vezes de férias a Portugal para ir à praia, mas foi numa tarde no princípio do verão na Figueira da Foz que vi, conscientemente, pela primeira vez, o mar.

Fiquei maravilhada. Algo naquele imenso azul, caótico, forte, estridente que simultaneamente me acalmava, apaixonava, me fazia continuamente flutuar.

É dessa forma que ainda hoje me sinto diante do mar. Tanto quanto sei, rara a pessoa que não tenha boas vibrações dali. Portanto, cada momento perto do mar é para se aproveitar e deixar a mente entrar no estado zen.

#1. Faz pausa ao pé do mar

Ver e ouvir a água significa que a nossa mente vai de férias. Dá-nos esse descanso. Estamos rodeados de ruído, e chegamos ao final do dia cansados deste bombardeamento de informação constante. Por isso, quando quiserem relaxar o melhor é ir dar um passeio à beira mar. O som da água é muito mais fácil para o nosso cérebro assimilar do que aquilo que presenciamos no dia-a-dia. Depois, como não tem de trabalhar arduamente para processar, ficamos mais relaxados.

#2. O mar ajuda a meditar

Quando estamos diante do mar, as horas passam e não damos por isso. Facto. O oceano tem esse efeito calmante em nós. Já agora, ao estarmos ali presentes, podemos aproveitar o momento para meditar. Para quem pratica hatha yoga basta aplicar alguns pranayamas que voamos rápido. Associada a esta meditação estão aqueles benefícios que todos procuramos: estado de calma profundo, sem sentir stress e ansiedade, com clareza mental, e consequentemente melhoramos a nossa disposição.

#3. Melhora a criatividade

Eu não canto no chuveiro, tenho pena dos canos que possam eventualmente ouvir a minha capacidade vocal desafinada. Mas é no banho que tenho muitas vezes ideias para escrever (tal como esta sobre o benefício do mar). Isto porque ao estarmos relaxados o cérebro tem tempo para desempenhar novas ligações neuronais. Efeito colateral da água.

Resumindo, a água do mar (ou a água em geral) tem esta enorme capacidade de nos atrair e fazer a mente funcionar com uma calma que não conquistamos na semana atribulada. Para quem estiver na praia, é só relaxar. Quem não tiver mar por perto, um rio ou um duche já ajuda a sossegar a mente.

Ter consciência de uma boa postura é sinónimo de vida longa

Provavelmente estão a pensar no que a imagem tem a ver com o tema da postura. Na verdade, quando vi esta fotografia lembrei-me de um raio-x que fiz à minha coluna há uns anos. Era parecida, mas na versão preta e branca.

Depois de me ser diagnosticada escoliose, tenho eu uma coluna em S (condiz com o meu nome que também serpenteia) tive direito a um mês de correção postural numa clínica de fisioterapia. Por mais doloroso que fosse, o tratamento fez-me maravilhas. Especialmente a parte em que me aconselharam vivamente a praticar desporto o resto da minha vida. Foi a melhor sentença que podia ter ouvido.

Antes disso, tinha sido aconselhada a não correr, não saltar, apenas caminhar. Evitar essencialmente impactos. Só que eu fui teimosa em aceitar este estilo de vida mais pacato e preguiçoso.

Entrei para o yoga. Comecei a surfar, a correr, e a ter treinos no The Studio, com o Sérgio (recomendo vivamente). Confesso que me chateia ouvir “não faças tanto exercício.” É exatamente pelo exercício todo que tenho feito que não tenho sofrido nos últimos dois anos com dores de coluna.

Aprendi que tudo na medida certa, só nos faz bem. Aprendi a importância da correção postural. Aprendi que os meus ossos adoram músculos. Tudo se resume sempre a viver de forma saudável, mais leve, com mais energia, mais disposição, mais feliz. Eis as lições que tirei desta vida aos esses.

#1. O yoga é o melhor aliado para a escoliose. Algumas das posturas mais básicas do yoga ajudam a reduzir a curvatura da coluna e a dor que muitas vezes sentimos. Como o yoga mexe com a pressão sentida pela coluna (pelo facto de não ser uma linha direita), obriga a uma reação. Eu confesso que me sinto mais alta, ou seja, mais direita.

#2. Se tens escoliose, sugiro que faças primeiro sessões de correção postural numa clínica indicada. A massagem muscular aliada a uma sequência de exercícios lentos e repetitivos da fisioterapia, bem como a sessão médica de torção da coluna ajudam a criar consciência de como devemos estar, andar, sentar no nosso dia-a-dia.

#3. Intensifica os teus exercícios. Quanto mais força tiveres no teu core, mais direita fica a coluna. Os músculos fortalecidos obrigam o corpo a adoptar a postura mais correta.

Inevitavelmente para sempre

Certas manhãs acordo com uma frase em loop cantante dentro de mim. Who wants to live forever. E respondo a mim própria sempre da mesma maneira: Eu Quero. Quero eternizar momentos da vida, congelá-los até. Prendê-los em mim como uma âncora, porque são tão bons, tão vívidos, tão cheios de tudo que não temos vontade que acabem. Apenas que ali pereçam. Para aprender a viver para sempre, saber saltear os momentos com tempero certo, dosear o sentimento e a frugalidade da vida, chorar e sorrir quando a alma pede, precisamos de aprende que o ying tem o seu yang, tal como a vida tem o seu fim.

Não é pesado, triste ou doloroso. Viver com consciência e a presença de um fim físico é uma aprendizagem; é a minha maneira de viver para sempre.

É inevitável

Saber que os momentos acabam é lidar com a verdade, com facto da inevitabilidade. Faz com que sejamos mais preparados para o que der e vier. Porque vamos acabar por ter de enfrentar o momento quando chegar. Não há o que temer, apenas ir vivendo ao sabor do vento e saber que, no fim desta magnífica viagem, foste o Comandante do teu navio.

Alcançar a minha melhor versão

Eu sinto uma gratidão intensa, imensa por poder ter a vida que tenho. Não passo fome. Tenho um tecto. Tenho o meu trabalho, a minha capacidade intelectual, o meu espírito iluminado. E ainda assim, podia ser melhor. Acredito que a missão de cada um aqui presente é uma elevação ao nosso melhor. Pergunto-me, e se tudo isto acabasse agora, o que deste de ti ao mundo? Deste mesmo o teu melhor hoje, agora? Posso e devo fazer sempre mais. É que gentileza gera gentileza. E se formos todos um pouco melhor hoje do que ontem, não estaremos a construir um futuro mais feliz?

Re(Con)tribuir com amor

Se é inevitável o nosso fim, também é inevitável que os bons sentimentos perdurem na eternidade. Sei bem a saudade que sinto de quem já partiu, mas acima de tudo, o que me faz ponderar, é saber se fui capaz de entregar o meu coração. Amei-os tempo e intensidade vibrante suficiente? Mostrei-lhes isso, sem orgulho, sem preconceito? E quem hoje vive à minha volta sabe o que sinto por eles? Bem podem imaginar corações voadores a saírem dos meus verdes olhos, porque um coração cheio de amor para dar, é retribuído com a graça de uma vida plena e tem direito a congelar os sentimentos para sempre.

A minha vida em loop tal como a música de Freddy Mercury. Não devemos viver ignorando a morte; devemos viver sabendo que a sua presença vai-nos ajudar a viver para sempre. Quem não quer?

Maré Alta. Maré Baixa

Tudo influencia. O mar sobe e desce todos os dias em circuitos cronometrados, perfeitos. O mar leva e devolve. Devolve e volta a levar. Uma limpeza daquilo que não lhe pertence, não se encaixa.

A vida é assim mesmo. Vamos enchendo e vazando, dando e levando. Tal e qual o mar. Dizem-me muitas vezes que sou uma pessoa corajosa, cheia de força. Não sou. Tento, antes, todos os dias, aproveitar o melhor de cada maré. Talvez seja mais chica esperta do que corajosa; talvez saiba relativizar muitos assuntos e dar apenas importância ao que tem importância. Mas é uma contínua aprendizagem. E não é a vida mesmo assim, um ensinamento constante?

Foi por pesquisar pensamentos idênticos, formas de estar assim simples que dei pela Lokai. Faz um ano que está comigo e relembra-te todos os dias da sua mensagem.

A Lokai é uma pulseira com pequenas esferas e dá vida a um círculo fechado. A vida é assim mesmo, redonda, redondinha. Fechada neste circuito de fases, de sobe e desce. Cada uma das esferas, transparente, é então uma fase da vida. Depois entra em cena uma esfera preta que contém lama do Mar Morto, a parte mais profunda da terra; e na ponta oposta a esfera branca com água do ponto mais alto da terra, o Evereste.

A mensagem só poderia ser esta.

Quando tiveres num momento baixo da tua vida, mantém-te com esperança. Quando tiveres num momento alto da tua vida, mantém-te humilde.

Trabalhar a mente faz parte do cardápio de uma vida saudável. Celebremos hoje a vida e sejamos gratos pelo que temos. É quanto basta para manter um espírito corajoso, forte como me dizem ter.

Palavra de sal. www.mylokai.com

Pilares para uma vida saudável

Transformar o corpo de dentro para fora. Este é o primeiro passo para se querer viver de forma saudável. Abdicar de vícios, de ingredientes físicos e espirituais que nos prejudiquem. Ter a coragem de cortar com o que não interessa, assim de forma abrupta tal e qual como se arranca de uma só vez, um penso rápido. Vai doer, prometo, mas compensa.

Temos de nos recordar continuamente que somos dotados de livre-arbítrio, temos poder de escolha. Vivemos a vida que queremos, sempre assente nas nossas escolhas e suas consequências. Para mim, mudar de vida, significou agarrar-me às boas escolhas, interpretar o que me rodeava para saber o que era necessário alterar. Dia após dia. E deixar-nos apaixonar por essas mudanças que vamos fazendo e sentindo. No entanto, sou da opinião que temos de ter pilares para dar inicio a uma nova jornada na nossa vida. Para viver neste status social de ser saudável, tive de interiorizar os meus pilares, que agora aqui partilho para vos orientar.

Prepara o caminho para o sucesso

Para conquistar um estilo de vida saudável o primeiro passo é abrir caminho ao nosso sucesso nesta mudança. Sugiro, em primeiro, uma limpeza a todos os alimentos que não sejam saudáveis: batatas fritas, bolachas, cereais e barras de cereais, sumos e refrigerantes, chocolates, doces, entre outros. Tudo fora do nosso alcance. Depois, há que substituir por verduras, legumes, frutas frescas, leguminosas, aveia, chia, só coisas boas. Mesmo.

Segue-se a introdução à atividade física. Obrigatória. Há que criar um espaço em casa para fazer exercício, investir em equipamento desportivo como halteres, caneleiras, bola medicinal, tapete. Aos poucos reunimos condições para querer fazer desporto. E se ainda assim faltar motivação, talvez estas dicas ajudem.

Ambos criam o cenário para querer ser saudável. Junto a isto a técnica da visualização, como encontrar fotografias de pessoas, objetos ou alimentos que representem aquilo que queremos ser ou atingir (tenho muitas no meu telemóvel).

Aprende a movimentar o teu corpo

É fundamental ter mobilidade. É mais do que praticar desporto. Precisamos de aprender a movimentar o corpo, dar-lhe a agilidade necessária para termos uma postura direita e vivermos sem dores nas articulações ou nos músculos. E que movimentos são esses? Saber usar o core (zona abdominal) para ajudar a manter a coluna direita; ganhar músculo nos glúteos para exercerem a sua função de forma correta, certificar que temos mobilidade suficiente na anca para desempenhar movimentos de forma natural e sempre sem dor. Quando sabemos usar a nossa máquina como suposto, praticamos atividades físicas com outra força de vontade.

Encontra a tua paixão desportiva

Paddle, ténis, surf, yoga, skate. Ao descobrir a nossa paixão por uma atividade física vamos ter muito mais motivação em querer fazê-la diariamente (ou pelo menos 3 vezes por semana). O que importa é gostar do que estamos a fazer, como tudo na vida. Quando gostamos verdadeiramente de algo, queremos sempre mais. É tão simples quanto isto.

Mede os teus resultados

Balança? Isso não é medir o nosso sucesso. O peso é irrelevante. Quando vivemos de forma saudável, tudo se resume à criação de hábitos, bons hábitos, e a vontade de os seguir sempre. É preciso, em primeiro, ganhar consciência do nosso momento presente – o que fazemos por nós próprios, que nutrientes dou ao meu corpo, descanso o suficiente? Depois é que passamos para a consciencialização do que queremos atingir. Eu faço isto de forma simples: um diário onde anoto todas as mudanças que fiz e faço, os treinos, os planos alimentares. Assim posso sempre medir o meu progresso e continuamente alterar os meus maus hábitos que tentam sobreviver.

Há quem tente saltar diretamente para a mudança e escapa a este processo de criar pilares, de ganhar consciência sobre o que se está a fazer e registar o progresso. Tudo isto tem-me ajudado a manter o foco, a ver valores para lá de excelentes nas análises médicas e de me apaixonar todos os dias por ter feito a escolha de ser e viver saudável.

Momento presente: aqui e agora

Domingo. Quase um mês depois consegui voltar ao mar. Acordei de manhã cedo e vi que o sol tinha regressado; deu-me a energia que precisava para ir à praia. Arrumei a tralha, fato, toalha, biquíni e uma garrafa de água na mochila e arranquei até Carcavelos. O mar estava bonito, pouca gente, e a luz maravilhosa deste país. Não hesitei muito em tirar a roupa, vestir o fato pegar na prancha e entrar no mar.

Só que neste domingo, aqui e agora, o meu corpo não correspondia à mente. A mente não correspondia ao corpo. Sentia uma desconexão tal que me refugiava no olhar para o horizonte à espera de força de vontade para contrariar a cabeça. Estou cansada. Não ando a treinar o suficiente para isto. O mar ganha sempre, sacana é forte. Não vale a pena tentar mais, já estou cansada. Agora vem a asma, posso sempre falar da asma, é uma desculpa credível. Devia ter ficado em casa.

Isto foi o que fiz durante 30 minutos. Ali no mar criei uma série de obstáculos para não apanhar ondas. Não me consegui vencer. Esta voz interior que me impede de viver o momento presente porque na vida passamos 80% do tempo a lamentar o passado e a sonhar com o futuro. Mas em momento algum lembramos que devemos sempre sentir o momento presente como o único tempo que realmente interessa.

Enquanto me destruía em pensamentos negativos, o corpo começou a ganhar ânimo. Levei aquela meia hora para encontrar o ritmo, força na remada, caixa torácica para me afundar com a prancha. Dei a volta a cabeça. Calma, estás sempre a lamentar que não tens tempo para o surf e agora que aqui estás só arranjas desculpas para não surfar. Quando puxei por mim, deixei de divagar. Quando dei o meu máximo consegui apanhar ondas – ainda que sem grande estilo porque sou continua aprendiz – foram as minhas ondas; foi o meu melhor para viver o momento.

Sai de lá cansada sim, mas feliz. Calei a voz interior. Apercebo-me agora quão difícil é silenciar a mente. Mas tudo se consegue. Há que saber viver o momento. Aqui e agora.

A saúde como status

Os meus pais puseram-me a praticar desporto desde sempre. Houve essa passagem de conhecimento de que o mexer o corpo fazia, e faz, bem. Natação e karaté fizeram parte das minhas atividades semanais após as aulas. Pelo meio, e durante o verão, o ski aquático e o wakeboard. No inverno, ainda que tenha nascido nos Alpes, a minha paixão era mais deslizar nos patins de gelo do que descer as montanhas.

Cresci sob este conceito eterno de mente sã em corpo são. Naquelas aulas aprendi que o esforço físico recompensa. É mais do que dar energia ao corpo, é ensinar-lhe as limitações e a capacidade que temos em ultrapassá-las. Lógico que falamos destes dois universos indissociáveis. Precisamos de uma mente resiliente para fazer o nosso corpo chegar mais além; e um corpo treinado, faz a mente desejar ainda mais.

O que me deixa particularmente feliz é saber que hoje e daqui para a frente, viver com saúde é um status na sociedade. Para trás estamos, a devido ritmo, deixar cair preconceitos que tanto feriram a vida de cada um de nós: és gordo, és magro demais, tens celulite, estás com barriga. Estamos a aproximar-nos da grande tendência, e que eu espero que seja mais do que isso, de encontrar a nossa melhor versão (Fonte: Trendwatching).

Quando comecei a pensar no que queria partilhar no Mar de Sal, a única coisa que me ocorreu é que o meu estilo de vida atual é saudável. E que a saúde conquista-se com as mudanças certas, na dose indicada para cada um de nós. Posso não poder partilhar a minha saúde, mas a forma como a obtenho é fácil de partilhar. Trata-se acima de tudo conseguir colocar em palavras, em pequenos artigos, o que tenho feito para viver bem comigo própria. Aceitar-me como sou. Confesso que tem sido um caminho de altos e baixos, com muita vontade de desistência, mas debati sempre o negativismo, quis sempre e vou continuar a querer atualizar-me, saber mais sobre o meu corpo, como posso viver mais tempo e feliz. Por cada célula a sorrir. Não falo sobre a conquista de um corpo perfeito para a capa da Victoria Secret. Falo antes desta necessidade de me sentir saudável. Acho que todas as modas que vamos ver aqui pela internet, a meu ver, esta é a mais válida de todas.

Por isso, mais do que falar-vos de yoga, de surf, de nutrição o Mar de Sal é para quem quer colocar a saúde como status. Vamos pôr de parte o corpo perfeito; que aqui tenhas inspiração necessária para encontrares a saúde perfeita. E quando a temos, não há defeito que nos abale. Palavra de surfista.