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Vive em harmonia este outono com a prática de yoga

Quando o outono chega, a luz torna-se mais intimista, os frutos caem e as folhas terminam o seu ciclo de vida. Devemos aceitar com naturalidade a mudança de estação e integrá-la na nossa vida. Só que nem sempre é fácil. Como o yoga nos pode ajudar nesta transição?

Somos parte da natureza e com ela devemos fluir. Sempre gostei de sentir a mudança de estações, se bem que hoje em dia não sejam tão vincadas, eu mantenho-me consciente ao que acontece. Trata-se de adaptar o nosso corpo às transformações externas. Este ano, estranhamente, está-me a custar separar dos dias quentes, mas tenho de contrariar este feeling. Como? Vou adaptar a prática do yoga para o outono, para me ajudar a entrar mais serena no inverno.

Saudações ao sol. Com as temperaturas a cair, aquecer bem os músculos e as articulações antes de qualquer prática desportiva é essencial, incluíndo no yoga. Noto por mim, fico com as mãos e os pés frios, os músculos mais rígidos. Custa-me mais ter agilidade. Portanto, uma das soluções é integrar nas nossas manhãs e antes do exercício, seja ele qual for, as saudações ao sol. Como aquecem a região do core – abdominal (plexo solar na linguagem do yoga) – é excelente para ativar o nosso fogo, a nossa energia interna.

Contrariar a preguiça com posturas de extensão da coluna. Quem não sofre de ataques de preguicite aguda nesta altura? Precisamos por isso mesmo encontrar movimentos que estimulem o sistema nervoso central, que sejam os nossos despertadores energéticos. No meu livro de cabeceira do professor Hermógenes* encontrei duas posturas para nos energizar. São elas dhanurásana (pose do arco), que enriquece a personalidade, dando vivacidade à mente, e halásana (pose do arado). Nesta postura, o corpo ao assentar sobre a região cervical provoca uma onda de calor que se traduz numa intensa sensação de vida e energia (dá-nos agilidade mental e alivia-nos de um estado mais angustiante).

Abraçar o recolhimento do outono com posturas de flexão do tronco, que acalmam o ritmo cardíaco e baixam a pressão sanguínea. Ou seja, de dia fixamo-nos nas posturas de energia, à noite vamos sossegar a mente com a prática de pashimottanásana (pose da pinça), a postura conhecida por “a fonte da energia vital” pelos inúmeros benefícios que nos traz, incluindo o combate às insónias.

Meditar entre queda de folhas. Se as folhas caem e os frutos também não será por acaso; para mim trata-se de libertar o passado. Desapego. A minha ideia é simples: como deixar o passado cair em harmonia? Através da meditação. Ir até um parque ou jardim, colocar o meu tapete e através das técnicas da respiração – pranayama – acalmar a mente e começar a fechar o ciclo. O que passou, passou.

Viver o tempo da introspecção. Já que nos roubam a luz do dia, vamos aproveitar este tempo para reorganizar a nossa energia interior. Viver com mais calma, serenidade. Afinal é isso que a natureza se prepara para fazer. Talvez olhar para nós, para os nossos objetivos de vida e repensar no que queremos conquistar a todos os níveis e a melhor maneira de terminar o ano com vontade de vencer na próxima estação. A prática de Hatha Yoga ajuda tanto nisto, é só aproveitar as aulas e conseguir encontrar cá dentro as nossas respostas.

Acima de tudo, temos de encontrar formas de nos equilibrar em todas as fases da nossa vida. Se soubermos aproveitar as ordens da mãe natureza, integrá-las com a naturalidade com que os animais e as plantas o fazem, aposto que os resultados serão mais do que visíveis. Vamos estender o tapete?

Fonte: "Autoperfeição com Hatha Yoga", Prof. Hermógenes
Fonte: Yoga Journal

O que faz de John John Florence o melhor surfista do mundo

John John Florence dispensa apresentações. É o atual campeão mundial de surf e também alguém que admiro muito pela atitude que tem perante a vida.

Ainda no rescaldo do campeonato MEO Rip Curl Pro Portugal sinto que também quero deixar aqui registado o momento histórico que nós portugueses pudemos assistir: John John Florence sagrou-se pela primeira vez na vida campeão mundial de surf cá em Portugal (e eu tive a oportunidade de o ver a surfar ao vivo, que lenda!).

Mas não é sobre isso que quero falar, nem da sua exímia capacidade técnica nas manobras de surf. Já todos percebemos que o puto é mesmo bom no que faz. Eu quero antes evidenciar – na minha humilde opinião – a sua atitude perante a vida e como a força da mente nos ajuda a levar onde queremos ir.

É totalmente focado: “toda a minha vida eu trabalhei para isto“, disse na terça-feira, após ter ganho o campeonato em Peniche. Não se trata apenas de levar o título de campeão, salienta-se aqui a constante capacidade de se manter focado no objetivo que sempre quis alcançar. E assim foi. Se desde criança quis ser campeão mundial, aos 24 anos conseguiu. Há que perceber que a vida nem sempre acontece no ritmo que queremos, tudo leva o seu tempo.

É grato: “acordo todos os dias a pensar na sorte que tenho”. Esqueçam a arrogância. Quem sabe agradecer, vê a vida a fluir. Que o diga John John Florence. Eu também o digo por mim. Ao ser grata pelas oportunidades que tenho, sinto-me mais capaz para fazer seja o que for, e consequentemente, mais feliz.

Dá o seu melhor. Se sabe que vai estar fora durante para competir, vive aqueles momentos como únicos, canalizando ali toda a sua energia e tempo. É um compromisso de entrega irrepreensível. É assim que se deve viver. Dar o nosso melhor, sempre, em tudo o que fazemos.

Relativiza as situações. Nem sempre conseguiu boas classificações, o que não o fez desanimar ou desistir. Sabe que está em competição, mas acima de tudo pensa que tem de se divertir. E nada melhor para o tornar mais relaxado em relação à pressão dos campeonatos. Quando relativizamos as situações mais adversas na nossa vida, conseguimos aliviar a pressão.

Medita. Eu estava na praia de Super Tubos sentada perto do corredor de passagem dos surfistas e lá vinham os seguranças a rodear o menino prodígio. Estava tudo histérico com a sua presença, só que ele vai calmo. Parou diante do mar durante uns momentos e ali ficou tranquilo, a respirar calmamente. Estava a meditar.

Sempre que me encontro diante de uma situação de stress, recolho-me às técnicas de respiração que ajuda a sossegar a mente e isso ajuda-me a pensar com clareza. Acredito que John John Florence deva ter recorrido à técnica da visualização enquanto meditava. É que se se viu a vencer a tudo, ele conseguiu.

Direitos de imagem: Ture Lillegraven in Outside

Sem sol ficamos SAD

Com o fim do verão, ficamos SAD. Eu pelo menos fico. o Transtorno Afetivo Sazonal ou o Seasonal Affective Disorder (SAD) pode justificar a forma como nos sentimos nos próximos meses.

O sol anda a ficar mais tímido, as manhãs já despertam frescas. Aos poucos despeço-me do verão que, felizmente, nos últimos dias, teima em estender-se. Entro na minha fase de introspeção, de recolhimento, tal como uma tartaruga. Dou por mim mais melancólica, sem energia, com uma preguiça monstruosa a imobilizar o meu corpo. Por saber que a ausência de sol nos afecta e muito tentei saber mais sobre este assunto e na verdade, a falta de sol chega mesmo a provocar um transtorno psicológico, o Seasonal Affective Disorder (SAD).

Eu fico SAD, de facto. Apesar de ter nascido nos Alpes e o frio ser-me indiferente, detesto os dias curtos e cinzentos. Abomino a ausência de sol. Entre os sintomas do transtorno SAD está a falta de energia, a fadiga, o aumento de apetite e de peso, a dificuldade de concentração e a vontade de estar sozinho. Provavelmente reconhecemos alguns dos sintomas sem nos apercebermos que podemos estar diante de um transtorno, algo que esteja a afetar o nosso bem-estar.

Portanto, nos meses que se avizinham, temos de nos adaptar para que a ausência de sol em abundância não nos afete por demais. Ainda que eu deixe algumas sugestões, este tema é para ser levado com seriedade, portanto falar com algum profissional de saúde será sempre o mais indicado.

#Manter a dieta equilibrada para nivelar a nossa energia. Aproveitar os alimentos do outono, como a abóbora, as tangerinas, as romãs, as castanhas e tantos outros tesouros que nascem da terra para manter o nosso bem-estar ao seu melhor nível.

#A vitamina D é produzida no nosso corpo por meio da exposição ao sol, ou seja, nos dias cinzentos e nublados, torna-se difícil manter a quantidade necessária que o corpo pede. Apesar de ser encontrada em alguns alimentos como salmão ou ovos, pode ser necessário tomar um suplemento alimentar, se o médico assim o consentir. 

#Praticar atividades físicas na rua ainda que chova, faça frio ou não nos apeteça. Há que contrariar o espírito pesado. Já se sabe que mexer o corpo deixa-nos mais felizes (a ciência já provou isso), portanto sem desculpas. Há que fazer subir os níveis de endorfina. 

#Tirar partido da vida social no outono e no inverno, ou seja, vamos manter o ritmo do verão nisto da convivência, da partilha, das gargalhadas conjuntas. Estar entre amigos combate a falta de sol. 

Se nada disto resultar, a solução pode ser viajar para sul ou em situações extremas, mudar de país (mas calma, isto além de ser provisório até temos um inverno com bastante sol).

Medidas sustentáveis para proteger o nosso mar

Setembro é sempre o mês de regressos; até o mar nos devolve o swell. E já que o mar anda cheio de boa energia vamos aproveitar a onda e por em prática algumas medidas sustentáveis para que, com gratidão, possamos retribuir à natureza o que nos dá graciosamente.

Aos poucos os biquinis e os calções voltam para o fundo da gaveta, a maioria das pessoas deixa de ir à praia e com as marés vivas a romper pela costa, o areal fica cheio de lixo devolvido pelo mar. As gaivotas penicam entre redes de pesca, plásticos, garrafas, cordas, beatas e nós surfistas, pisamos tudo isto até entrar no mar.

Que setembro seja então um mês de consciencialização que a natureza é o nosso lar e que temos de a proteger. Se querem passar a ter uma atitude mais sustentável, o mar é sagrado e precisa de nós (e não apenas nos meses de verão). Aqui ficam as minhas sugestões ecológicas a adotar hoje e sempre.

#Não às beatas

Nunca entendi o vício do cigarro, muito menos na praia. Se há algo profundamente perturbador é encontrar beatas enfiadas na areia. Pergunta aos fumadores: têm gosto em lá deixar as beatas? Fazem isso em casa, deixam-nas espalhadas pelo chão? Intriga-me e muito. Portanto, se fores até à praia, sejas ou não fumador, faz como eu apanha as beatas que encontrares ao teu redor. Beata a beata, a praia fica mais limpa e todos agradecem.

#Apoia projetos comunitários

Se estás a par das notícias, certamente que terás ouvido que querem fazer exploração petrolífera na nossa costa. Seja por este motivo ou de proteção de alguma espécie em vias de extinção, há sempre o livre arbítrio de sermos solidários com alguma causa. Informa-te sobre o que queres defender, entende os argumentos antes de tomares algum partido e depois sim, parte para ação. Ajudar, ser voluntário, faz bem à alma.

#Esquece o plástico

Deixa o plástico em casa (e nem aí o deveríamos ter). Leva os teus snacks em caixas de vidro ou sacos de papel, troca a garrafa de plástico por uma de vidro ou que não tenha Bisfenol A. Pequenos detalhes, toda a diferença. Infelizmente, a grande parte da produção de pranchas de surf é poluente. A boa notícia é que aos poucos as alternativas ecológicas têm vindo a ganhar expressão. Palavras de ordem: reciclar e produtos ecológicos.

#Vai de bicicleta até à praia

Eu sei, nem todos podemos. Mas entre pegar no carro ao fim de semana e dar um passeio ao ar livre, a pedalar até ao areal ou outro lugar qualquer, não pesa a escolha: de bicicleta fazemos exercício e não emitimos CO2. Que as chuvas tardem a vir e que este seja um bom hábito a manter.

Quando a vida te tira o telemóvel, faz ligações

 

De certa maneira arrependo-me de não ter anotado tudo o que sentia à medida que me ia entregando à experiência de ficar (no) Offline Portugal. Quando vi as notícias sobre a guest house da Bárbara e da Rita, pensei para os meus botões, as minhas férias vão ser ali e por estas razões: o destino é a Arrifana, é a minha primeira surf trip e viagem solo. Depois, e a melhor de todas, preciso de me desligar. Assim foi. Enfiei a prancha no Smart, o kit do surf, a mala com excesso de roupa (tenho de aprender a viver com menos bens) e alguma comida essencial à minha vida saudável. Fui nas calmas pela costa fora sem saber muito bem como me ia portar sem o iPhone por perto. Como é que vou ver as horas? Como é que vou encontrar a minha irmã? E se me perder no caminho para as praias será que sei usar mapa de papel? Ah, e a lanterna…? É que dá mesmo jeito… OMG, no que é que me vou meter?

Assim que cheguei a Bárbara instalou-me, fez-me a tour pela casa e apresentou-me a todos os outros hóspedes e equipa. Depois, a Rita, implacável diz “Susana, ainda não deste o teu telemóvel” (ups, estava a fazer-me de esquecida, mas não lhes escapa nada). Lá entreguei, modo avião porque não sabia o pin do cartão, e pronto ficou fechado a cadeado. E agora? O mundo acabou.

Só que não.

Não ter um iPhone é perfeitamente suportável. Aliás, é libertador. Não saber de ninguém é, e não me considerem egoísta, uma lufada de ar fresco. Trata-se essencialmente de conseguirmos ouvir a nossa voz, a nossa paz interior, darmos tempo a nós próprios. Eu fui sozinha, e para quem quiser vibrar com dias de comunhão consigo próprio, deve fazê-lo sem companhia. Há algo garantido naquele lar: as anfitriãs nunca nos abandonam. Envolvem-nos, fazem-nos sentar à mesa ao pequeno-almoço dizer o bom dia olhos nos olhos, mergulham-nos com elas no mar, nas aulas de yoga, nas fogueiras e sunsets do verão, nos passeios pelas praias na van do Surf. Falamos inglês, falamos francês mesmo que não saibamos, falamos a língua universal da harmonia. Há espaço para exploradores do mundo, jornalistas de Lisboa, consultoras de Braga, marketeers da Hungria, surfistas apaixonadas pela região. Há acima de tudo pessoas disponíveis, sem compromissos, sem horas marcadas, sempre sorridentes e prontas a partilhar dias cheios de ligações.

Estive desligada cinco noites, que passaram a seis, sete… Os que eu quis desligar. Tenho em mim a consequência de querer ficar assim mais offline do telemóvel. É desnecessária esta dependência que a sociedade criou. Foi um regressar ao básico das relações humanas, sem receio dos momentos de silêncio – quantos de nós pegamos no telemóvel nessas alturas a fingir que estamos ocupados – que até se transformam em momentos de ligação com estranhos e em oportunidades de criar novas amizades.

Além disso, estes dias de tranquilidade, ausência de notícias e leituras virtuais fizeram-me ler mais livros, e como Fénix das cinzas renasceu em mim o sonho de escrever um livro. Como sei que coisas boas acontecem quando menos esperamos, sei que tudo o que vida tiver de bom para me dar, dará. Tal como me deu estes dias maravilhosos na casa da Rita e da Bárbara à qual vou voltar e sempre apadrinhar.

Portanto, quando a vida nos tirar o telemóvel, o melhor é ficar Offline Portugal.

Mais ligação que isto, impossível.

PS: a experiência corre tão bem que não tirei uma única fotografia com o telemóvel para publicar neste texto… Direitos de imagem Offline Portugal.

Como desligar a mente durante as férias

Férias. Finalmente chega a hora de quebrar a rotina e relaxar. Mas será que conseguimos desligar? Infelizmente não funcionamos por botão. Há sempre algo que nos perturba o inconsciente e não nos deixa aproveitar este merecido sossego na sua plenitude.

Ir de férias, por mais breves que sejam, é um compromisso de honra com a nossa alma. É dizer às rotinas que as vamos deixar por uns dias, ao clientes que não estamos disponíveis, às redes sociais que estamos offline, à família que precisamos de um tempo. E quando arrancamos de férias, será que nos desligamos de tudo isto? Não. Mas podemos tentar. Eis a minha lista.

Meditar a qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Eu medito nas aulas de Hatha Yoga, e sempre que posso, na praia. O som do mar tranquiliza-me e ajuda-me a desligar. Por isso, nestas férias temos de aproveitar bem os momentos para esquecer o mundo e dar inicio a esta viagem interior.

Caminhar na natureza. Seja a beira-mar, no campo ou no meio das árvores, todas as caminhadas em comunhão com a natureza e de preferência sem wi-fi, é a cura para qualquer mente acelerada.

Visitar lugares inóspitos ou remotos. Um sítio que nos faça sair da zona de conforto e encontrar respostas às questões inquietantes (que até agora não nos deixaram desligar) ou que nos faça simplesmente não pensar em nada que tenhamos na bagagem, apenas admirar o que temos aos nossos pés.

Experimentar algo novo. Como a nossa cabeça não foi concebida para estar completamente desligada, a novidade liberta-nos das tensões que trazemos. Encontrar um bom desafio – como um aula de surf ou yoga – são as hipóteses a ter em conta (palavra de yogini).

Respirar. Ou melhor, aprender a respirar. Se estamos com a mente inquieta, respiramos de forma mais acelerada. Portanto, nas férias devemos ter tempo para aprender a respirar de forma tranquila e ritmada para que nos conduza à paz interior, ao controlo dos impulsos, e consequentemente, à libertação da mente.

Dito isto, vou estar offline a partir deste fim de semana. Vou praticar yoga, meditar e aproveitar o tempo em família, na praia a surfar. Sejam felizes. Prometo regressar dia 15 com mais energia e novidades no Mar de Sal.

Como manter hábitos saudáveis em pleno verão

O calor finalmente já se instalou (estes últimos dias têm sido incríveis)! Isto significa que as noites são longas de cocktails na mão, direito a horas a fio sem mexer o corpo apenas a relaxar na areia, gelados com fartura e muita diversão. Eu sei que tudo isto soa muito bem, mas chegamos a setembro preguiçosos, mais cansados e alguns de nós com peso a mais.

E como se faz para mantermos uma rotina saudável no meio de tantos e bons deslizes? Segue o plano de festas deste verão.

Pratica desporto de manhã (cedo)

Estou sempre a dizer o mesmo? Imagino que sim, mas acredito piamente nesta mensagem. Reserva a frescura da manhã para praticar alguma atividade física: faz o metabolismo começar a trabalhar e liberta a sensação de bem-estar que perdura ao longo do dia. Além disso, com o avançar das horas, o calor aumenta e a vontade de uma imperial ao fim da tarde é sempre mais convidativa do que uma corrida.

Junta os legumes aos teus grelhados

Finais de tarde com direito a churrascos e grelhados no terraço ou jardim são mais do que bem-vindos. Mas, ao invés de se encherem com batatas fritas e outros snack menos saudáveis, experimentem grelhar courgette ou tomate. Podem arriscar nos “verdes” que quiserem, o que importa é que tenham uma boa dose de nutrientes à mesa (para mim, roer uma espiga de milho também vale).

Muita água… E com sabor

Falo sempre da extrema importância da ingestão de água durante o ano inteiro, mas no verão ganha outro sabor. Ou sabores. Fixo-me nos dois litros de água por esta altura e quando a falta de paladar me aborrece, faço infusão de água frutas ou cítricos. Dão sabor e acrescentam aquele aspecto de cocktail que tanto nos apetece (mas o álcool aumenta o volume abdominal).

Diverte-te lá fora

Longos são os meses de frio e cobertores nos domingos de cinema. Só que agora o calor é tão apetecível que não há vontade de estar por casa. Para mim os jardins são as melhores escolhas para dias quentes. Estão sempre frescos e podemos voltar a ser crianças. Corridas, frisbee, caminhadas em Sintra, tudo serve para nos por sempre o corpo a mexer. Na praia, se tiverem mais talento do que eu, Frescobol (raquetes na praia) é para lá de bom para nos fazer trabalhar o corpo.

Pequenos hábitos fazem a diferença ao longo de todo o ano. É preciso relembrar-nos sempre que ser saudável não é uma moda, é um estilo de vida que deve ser cumprido dentro da vontade e capacidade de cada um. A mudança é grande, por vezes custosa, mas garanto que vale a pena.

Kat Barrigão, a bailarina do Longboard nacional

Kat Barrigão dispensa apresentações. É a “rapariga do Longboard.” Com cinco anos de surf é já um nome promissor no desporto nacional. Dedica-se arduamente para conquistar a qualificação para a final mundial de Longboard na China e é, ao mesmo tempo, blogger no Kats Raw Kollections onde os treinos e a vida saudável são temas de partilha.

Tentei falar com a Kat pessoalmente, mas das duas uma, ou metia-me numa prancha de longboard e tentava apanhá-la nas ondas ou então teria de viajar para lugares maravilhosos por onde andou recentemente. Como não consegui nenhuma das proezas, e a Kat é uma miúda pragmática, no seu tempo livre, deu-me respostas de campeã. Apaixonada por desporto, corre-lhe no sangue a competitividade, mas nunca pensou que seria o Longboard a mudar a sua vida.

≈ Quando é que começaste a surfar?

Comecei a surfar ao 13 anos na praia de Carcavelos. Faz 5 anos este ano. A minha madrinha ofereceu-me uma aula de surf no Natal e desde esse dia apaixonei-me pelo surf, e depois pelo longboard, que já faço há 3 anos e meio.

≈ O que te apaixonou por este desporto?

Desde de pequena que me lembro de passar os fins de semana na praia com a minha família. Sempre adorei estar perto do mar e de fazer desporto, mas não fazia a mínima ideia do quanto eu iria-me apaixonar pelo surf, e ainda mais pelo mar. Pessoalmente não tive nenhum momento em que me apaixonei por este desporto, mas com cada campeonato e cada surfada fui descobrindo cada vez mais sobre o surf e este estilo de vida que me deixa tão feliz.

≈ Participaste recentemente no LQS de Vieux-Boucau e ficaste em quinto lugar. Qual é o teu próximo desafio? Onde queres chegar?

Este é o meu primeiro ano a competir nestas provas do mundial de longboard. Depois destes dois quintos lugares na prova de França e de Gaia tenho como objetivo continuar a treinar para alcançar melhores resultados. Neste momento estou em terceiro lugar no ranking europeu de qualificação, mas tenho como objetivo ficar em primeiro lugar para me qualificar para a final mundial na China.

≈ E o que te motiva a chegar mais longe?

Desde pequena que sempre pratiquei desporto e venho duma família muito competitiva. O meu pai sempre me disse que, em qualquer coisa, seja na escola ou no desporto, o objetivo é ser sempre o melhor e ser um exemplo para os outros. Eu acho o que me motiva mais é querer alcançar objetivos que outras pessoas ainda não alcançaram e em especial no Longboard feminino. Quero ter sucesso num desporto que adoro e mostrar a outras raparigas que tudo é possível com muito trabalho e dedicação, e também quero continuar a provar isso a mim própria.

≈ Quem te inspira?

Eu inspiro-me em pessoas muito diferentes. Por exemplo, no longboard e no surf, as minhas inspirações são a Chloé Calmon, a Kelia Moniz e a Leah Dawson.

A Chloé , como a Kelia, é uma das melhores longboarders do mundo e uma pessoa muito trabalhadora. Tive a oportunidade de a conhecer em França e de estar novamente com ela em Gaia. Além de ser a primeira a chegar à praia de manhã é também uma pessoa muito humilde e simpática.A Kelia Moniz também é uma longboarder que vai ficar para a história com dois títulos mundiais e um estilo e uma elegância linda. É uma das pessoas que mais me inspira a melhorar a minha postura e estilo.

A beleza do longboard feminino é hipnotizante e calmante, e quando bem feito, é ver uma bailarina dentro de água a dançar sobre a as ondas. A Leah Dawson para mim é um exemplo perfeito de uma bailarina que dança sobre as ondas. A Leah tem um surf muito técnico e limpo, mas ao mesmo tempo tem um estilo muito próprio e bastante surpreendente. Faz parecer mesmo fácil o que faz quando na verdade o nível de dificuldade é altíssimo. São três surfistas que me inspiram não só pelo estilo próprio e lindo, como por aquilo que têm feito pelo longboard feminino, chamando a atenção para este desporto e a conquistar mais miúdas a praticar longboard. E isso é basicamente o que tenho como objetivo em Portugal.

≈ O surf não é só um desporto. É uma atitude, um estilo de vida, um ensinamento constante. O que te ensinou até hoje o surf?

Quando comecei a surfar nunca pensei que um desporto pudesse mudar tanto a minha vida como o surf mudou. Nunca fui uma pessoa muito confiante, sempre fui muito tímida, e o surf ajudou-me muito a conseguir falar e conhecer mais pessoas e a ganhar confiança.

≈ Além de seres surfista profissional, escreves no blogue Kats Raw Kollections. Qual a importância da alimentação para ti?

Felizmente tenho duas influências muito boas na minha vida que são os meus pais. Sempre me ensinaram que umas das coisas mais importantes para alguém se manter saudável e feliz é a alimentação. Como sempre fui atleta aprendi desde muito nova que para competir ao mais alto nível em qualquer desporto é preciso tratar bem do nosso corpo e alimentar-nos bem. E até mesmo para a nossa felicidade e bem-estar é fundamental escolhermos bem o que comemos. Como sinto que a nossa alimentação é super importante gosto de encontrar novas receitas e partilhá-las com outras pessoas. É importante aprendermos uns com os outros!

≈ Fala-me mais sobre o teu blogue Kats Raw Kollections.

Kats Raw Kollectins é um pequeno projeto que eu comecei no início deste ano. O projeto surgiu como uma resolução do ano novo. Sempre adorei escrever e ler blogs e artigos sobre comida e viagens de outras pessoas então decidi começar um blogue. O nome do blogue resume muito o conteúdo,  as “coleções cruas” de tudo o que eu faço: viagens, campeonatos, smoothies de fruta que como antes de uma surfada matinal.

Quero usar o meu blogue quase como um diário que mostra várias coisas sobre mim e os meus interesses. Tenho como objetivo documentar a minha vida de atleta com todas as dificuldades e sucessos que vou tendo com a esperança que outras pessoas possam ler e aprender comigo.

Ainda estou a aprender sobre como gerir um blogue e a descobrir o meu estilo de escrita, mas acho que com o tempo vou lá chegar e estou com esperança que agora no Verão vá ter muito mais tempo para escrever e encher o meu blogue com as minhas aventuras e “kolleções”.

≈ O que comes ao longo de um dia de treino de surf? Que tipo de cuidados tens?

Normalmente acordo bem cedinho de manhã e começo logo o dia com uma peça de fruta, como uma banana ou um pequena salada de frutas para ajudar a acordar e dar energia. Durante o treino, se for um treino bastante longo, como uma peça de fruta nas pausas e bebo muita água. O meu pai está-me sempre a lembrar para beber muita água, é IMPORTANTÍSSIMO BEBER ÁGUA! Depois, no resto meu dia tento ter refeições equilibradas e saudáveis com as porções certas.

Outra coisa que é importante e que as algumas pessoas não percebem é que comer saudável não é comer porções pequeninas, não é o tamanho das porções que importa, mas sim o que se come.

≈ Praticas mais alguma atividade física? Como é que te manténs activa quando não há ondas?

Recentemente tenho estado a meditar e a fazer yoga para ajudar com a flexibilidade. Também adoro correr e box de vez em quando para manter a forma física, e também porque me faz sentir bem depois de um treino. O exercício físico ajuda muito o estado mental de uma pessoa e acabo por me sentir ainda mais motivada para continuar a treinar e a manter-me activa nos dias em que o mar está flat.

≈ Tu danças sobre as ondas. Se quiseres inspirar outras miúdas a entrar no mundo do longboard, do surf, o que lhes dirias?

O longboard mudou muito a minha vida e sinto que esta minha jornada com o longboard ainda só está a começar. Tenho tido oportunidades inacreditáveis, tenho visto sítios lindos e conhecido pessoas extraordinárias, e sem o longboard nada disso teria acontecido desta maneira.

Acho que está na altura de criar um império de longboarders femininas, e há agora a oportunidade nesta geração de mudar como o longboard é visto. Espero inspirar mais raparigas a verem que é possível competir e ganhar aos rapazes e que não há nada mais bonito do que o line-up cheio de miúdas que dançam sobre as ondas. São precisas mais bailarinas dentro de água e eu vou fazer tudo o que for possível para que isso aconteça.

Como o mar atua a nossa mente

Há memórias tão vívidas em nós, não há? Ontem enquanto descansava sentada na areia molhada em frente ao mar lembrei-me da primeira vez que o vi. Tinha vindo muitas vezes de férias a Portugal para ir à praia, mas foi numa tarde no princípio do verão na Figueira da Foz que vi, conscientemente, pela primeira vez, o mar.

Fiquei maravilhada. Algo naquele imenso azul, caótico, forte, estridente que simultaneamente me acalmava, apaixonava, me fazia continuamente flutuar.

É dessa forma que ainda hoje me sinto diante do mar. Tanto quanto sei, rara a pessoa que não tenha boas vibrações dali. Portanto, cada momento perto do mar é para se aproveitar e deixar a mente entrar no estado zen.

#1. Faz pausa ao pé do mar

Ver e ouvir a água significa que a nossa mente vai de férias. Dá-nos esse descanso. Estamos rodeados de ruído, e chegamos ao final do dia cansados deste bombardeamento de informação constante. Por isso, quando quiserem relaxar o melhor é ir dar um passeio à beira mar. O som da água é muito mais fácil para o nosso cérebro assimilar do que aquilo que presenciamos no dia-a-dia. Depois, como não tem de trabalhar arduamente para processar, ficamos mais relaxados.

#2. O mar ajuda a meditar

Quando estamos diante do mar, as horas passam e não damos por isso. Facto. O oceano tem esse efeito calmante em nós. Já agora, ao estarmos ali presentes, podemos aproveitar o momento para meditar. Para quem pratica hatha yoga basta aplicar alguns pranayamas que voamos rápido. Associada a esta meditação estão aqueles benefícios que todos procuramos: estado de calma profundo, sem sentir stress e ansiedade, com clareza mental, e consequentemente melhoramos a nossa disposição.

#3. Melhora a criatividade

Eu não canto no chuveiro, tenho pena dos canos que possam eventualmente ouvir a minha capacidade vocal desafinada. Mas é no banho que tenho muitas vezes ideias para escrever (tal como esta sobre o benefício do mar). Isto porque ao estarmos relaxados o cérebro tem tempo para desempenhar novas ligações neuronais. Efeito colateral da água.

Resumindo, a água do mar (ou a água em geral) tem esta enorme capacidade de nos atrair e fazer a mente funcionar com uma calma que não conquistamos na semana atribulada. Para quem estiver na praia, é só relaxar. Quem não tiver mar por perto, um rio ou um duche já ajuda a sossegar a mente.

Le Frique Concept Store & Tuhkana Swimwear

Lembram-se da Tuhkana Swimwear? Tenho boas notícias para quem vivem em Lisboa: Pop-Up Store até ao final do mês de Junho na Le Frique Concept Store. Fica no número 4A da Avenida 24 de Julho perto do Mercado da Ribeira.

Vai estar aberta das 10h30 às 19h30 de segunda­-feira a sábado. Se ainda não renovaste os teus biquínis e fatos de banho esta é tua a oportunidade para conhecer de perto a coleção West Coast, que tem como inspiração a simplicidade e beleza das praias da costa oeste europeia.

Além de ficares com peças de design intemporal, a Tuhkana preocupa-se com o ambiente: a coleção foi feita com tecidos sustentáveis e amigos do ambiente. Vamos?